27/07/2009 - 07h32
BUDAPESTE (Reuters) - O piloto de Fórmula 1 Felipe Massa já pode se comunicar "ativamente" e consegue mover as mãos e as pernas, disse na segunda-feira um porta-voz do Ministério da Defesa da Hungria.
Massa sofreu traumatismo craniano num acidente durante os treinos classificatórios para o Grande Prêmio da Hungria no sábado.
O porta-voz Istvan Bocskai disse a uma rede de tevê húngara que Massa, cuja mulher está grávida do primeiro filho do casal, passou bem a noite e um exame de ultra-som realizado nas últimas horas foi "tranquilizador".
Massa deve passar por outro exame, acrescentou Bocskai.
"Ele acordou (da sedação) ... e agora já consegue se comunicar ativamente, ou seja, ele reage quando falam com ele. Nós estamos otimistas, acreditamos que uma recuperação lenta está começando."
Bocskai disse que Massa conseguiu mexer mãos e pernas, o que significa que seu cérebro não deve ter sofrido nenhum dano específico, mas os médicos ainda não estão totalmente certos disso.
O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, viajará à Hungria nesta segunda-feira para visitar o piloto no hospital. A família do brasileiro já está no país.
(Reportagem de Sandor Peto)
Sistemismo Ecológico ou abordagem sistêmica ecológica é a designação de uma perspectiva metodológica, elaborada por Edson Paim & Rosalda Paim, correspondente a uma dupla visão, formada pelo acoplamento da Teoria Geral dos Sistemas (Sistemismo) e da Ecologia, destinada a focalizar o sistema em estudo, simultaneamente com o respectivo ambiente, acrescida das relações entre ambos, expressas pelo intercâmbio de "matéria, energia e informações".
segunda-feira, 27 de julho de 2009
domingo, 26 de julho de 2009
Alonso abandona na Hungria, e Hamilton volta a vencer após 11 GPs
Do UOL Esporte
Em São Paulo
O inglês Lewis Hamilton voltou a sentir o gosto da vitória neste domingo, no Grande Prêmio da Hungria. O piloto da McLaren não vencia uma prova desde o GP da China, em outubro de 2008. Após uma ótima largada, Hamilton ainda contou com o abandono do espanhol Fernando Alonso para superar os carros favoritos da Red Bull. O finlandês Kimi Räikkönen, companheiro de Felipe Massa na Ferrari, foi o segundo e Mark Webber, da Red Bull, completou o pódio.
Na largada, o pole position Fernando Alonso, da Renault, conseguiu manter a posição e disparou na liderança. Enquanto isso, Hamilton disputou posição com Kimi Räikönnen e pulou para terceira colocação. Já o alemão Sebastian Vettel largou muito mal e foi parar na sétima colocação.
Entre os brasileiros, Rubens Barrichello perdeu cinco posições e acabou caindo para 18º. Enquanto Nelsinho Piquet foi de 15º para 11º. Quem também largou muito bem foi o australiano Mark Webber que ganhou a posição do seu companheiro na Red Bull, Sebastian Vettel, e foi para a vice-liderança. Mas perdeu a posição para Hamilton pouco depois.
Na 12ª volta, o espanhol Fernando Alonso, que largou mais leve do que os rivais, foi para os boxes. A equipe Renault não fez um bom trabalho e, quando voltou para pista, o carro de Alonso perdeu primeiro a calota da roda direita e, em seguida, o piloto ficou sem o pneu. Com a corrida prejudicada, Alonso abandonou a prova poucas voltas depois. Com isso, Lewis Hamilton pulou para ponta, seguido de Mark Webber e Kimi Räikönen.
Em São Paulo
O inglês Lewis Hamilton voltou a sentir o gosto da vitória neste domingo, no Grande Prêmio da Hungria. O piloto da McLaren não vencia uma prova desde o GP da China, em outubro de 2008. Após uma ótima largada, Hamilton ainda contou com o abandono do espanhol Fernando Alonso para superar os carros favoritos da Red Bull. O finlandês Kimi Räikkönen, companheiro de Felipe Massa na Ferrari, foi o segundo e Mark Webber, da Red Bull, completou o pódio.
Na largada, o pole position Fernando Alonso, da Renault, conseguiu manter a posição e disparou na liderança. Enquanto isso, Hamilton disputou posição com Kimi Räikönnen e pulou para terceira colocação. Já o alemão Sebastian Vettel largou muito mal e foi parar na sétima colocação.
Entre os brasileiros, Rubens Barrichello perdeu cinco posições e acabou caindo para 18º. Enquanto Nelsinho Piquet foi de 15º para 11º. Quem também largou muito bem foi o australiano Mark Webber que ganhou a posição do seu companheiro na Red Bull, Sebastian Vettel, e foi para a vice-liderança. Mas perdeu a posição para Hamilton pouco depois.
Na 12ª volta, o espanhol Fernando Alonso, que largou mais leve do que os rivais, foi para os boxes. A equipe Renault não fez um bom trabalho e, quando voltou para pista, o carro de Alonso perdeu primeiro a calota da roda direita e, em seguida, o piloto ficou sem o pneu. Com a corrida prejudicada, Alonso abandonou a prova poucas voltas depois. Com isso, Lewis Hamilton pulou para ponta, seguido de Mark Webber e Kimi Räikönen.
sábado, 25 de julho de 2009
Gripe de 1918 matou mais de 20 milhões no mundo; leia trecho de livro
da Folha Online
A "Gripe de 1918", também conhecida como "Gripe Espanhola", é apontada como a mais devastadora de todos os tempos. Historiadores estimam que o vírus matou entre 20 milhões e 100 milhões de pessoas em diversos países do mundo.
"Acabou tão misteriosamente como surgiu. E quando tudo estava terminado, a humanidade havia sido abalada por uma doença que em poucos meses tinha matado mais gente do que qualquer outra enfermidade na história do mundo", afirma a americana Gina Kolata, repórter especializada em ciências do New York Times e autora do livro "Gripe: A História da Pandemia de 1918" (Record, 2002).
No livro, a repórter americana conta a história da mortífera "Gripe de 1918", investiga sua origem e revela os erros e acertos dos homens que tentaram combatê-la.
Leia abaixo trecho de introdução do primeiro capítulo do livro.
Atenção: o texto reproduzido abaixo mantém a ortografia original do livro e não está atualizado de acordo com as regras do Novo Acordo Ortográfico. Conheça o livro "Escrevendo pela Nova Ortografia".
*
Logo a praga estava por toda parte. E ninguém estava a salvo. A doença afetou os jovens e saudáveis. Um dia você estava muito bem, forte e invulnerável. Podia estar ocupado, trabalhando em seu escritório. Ou talvez estivesse tricotando um cachecol para as tropas de bravos soldados que lutavam na guerra para acabar com todas as guerras. Ou talvez você fosse um soldado recebendo treinamento básico, pela primeira vez longe de casa e da família.
Você começava sentindo uma forte dor de cabeça. Seus olhos começavam a arder. Vinham os calafrios e você ia para a cama, enrolado em cobertores. Mas não havia nem manta nem cobertor que conseguisse aquecê-lo.
Você adormecia sem repousar, delirando e tendo pesadelos à medida que a febre aumentava. E quando você começava a despertar, entrando num estado de semiconsciência, seus músculos doíam e sua cabeça latejava e, de alguma maneira, ficava sabendo aos poucos que, embora seu corpo gritasse debilmente "não", você caminhava para a morte.
Isso podia durar alguns dias, ou algumas horas, mas nada podia deter o progresso da doença. Médicos e enfermeiras aprenderam a reconhecer os sinais. Seu rosto assumia um tom castanho arroxeado escuro.
Você começava a tossir sangue. Seus pés ficavam pretos. Por último, quando o fim já estava próximo, você sentia uma terrível falta de ar. Uma saliva tingida de sangue saía de sua boca. Você morria --afogado, na verdade-- à medida que seus pulmões enchiam-se de um líquido avermelhado.
E quando fosse fazer a autópsia, o médico observaria que seus pulmões estavam pesados e encharcados em seu peito, saturados de um líquido sanguinolento ralo, inútil, como pequenos pedaços de fígado.
A praga de 1918 foi chamada de gripe, mas não era como nenhuma outra gripe já vista. Parecia mais a concentração de alguma profecia bíblica, algo como o Apocalipse, que dizia que o mundo seria primeiro assolado pela guerra, depois pela fome e, em seguida, com o rompimento do quarto selo do rolo de pergaminho prevendo o futuro, o aparecimento de um cavalo, "amarelo-pálido; o que estava montado nele tinha por nome Morte e seguia-o o Inferno".
A praga irrompeu em setembro daquele ano e, ao terminar, meio milhão de americanos haviam morrido. A doença espalhou-se às partes mais remotas do globo. Alguns povoados esquimós foram dizimados, praticamente eliminados da face da terra. Vinte por cento dos habitantes da Samoa Ocidental pereceram.
E onde quer que atacasse, o vírus infectava um grupo normalmente de pequeno risco - jovens adultos que em geral são poupados da devastação das doenças infecciosas. As curvas de mortalidade tinham a forma de "W", com picos para os bebês e crianças com menos de 5 anos, para os mais velhos na faixa de 70 a 74 anos e para pessoas de 20 a 40 anos de idade.
Crianças tornavam-se órfãs, famílias eram destruídas. Alguns sobreviventes diziam ter sido algo tão horrível que não queriam sequer falar no assunto. Outros tentavam interpretá-la como mais um pesadelo da guerra, assim como a luta nas trincheiras e o gás mostarda.
Ela veio quando o mundo estava cansado da guerra. Varreu o globo em meses e, junto com a guerra, se foi. Acabou tão misteriosamente como surgiu. E quando tudo estava terminado, a humanidade havia sido abalada por uma doença que em poucos meses tinha matado mais gente do que qualquer outra enfermidade na história do mundo.
Quando pensamos em pragas, imaginamos terríveis e estranhas doenças. Aids. Ebola. Esporos de Antraz. E, naturalmente, a Peste Negra. Preocupamo-nos com sintomas horripilantes --pústulas ou golfadas de sangue saindo por todos os orifícios. Ou homens jovens, que tinham o físico de deuses olímpicos, reduzidos a figuras esqueléticas, cambaleando pelas ruas com seus membros raquíticos, apoiando-se em bengalas, tiritando de frio.
Hoje nossa preocupação é a guerra biológica - um novo vírus feito de uma combinação de varíola e antraz ou varíola e Ebola. Ou nos preocupamos com a possibilidade de uma nova doença terrível estar sendo incubada em algum lugar, em uma região quente, e estar sendo preparada, com a destruição de antigas florestas, para de repente surgir e matar a todos nós.
Mas a gripe jamais figura na lista das pragas letais. Ela parece ser inócua. Aparece no inverno e todos a contraem mais cedo ou mais tarde. Uma vez que alguém adoece, não existe um tratamento eficiente, mas isso não importa. Praticamente todo mundo fica bem novamente, muito poucos não se recuperam. Trata-se apenas de uma doença inconveniente, que inflige, em geral, cerca de uma semana de sofrimento.
Não se supõe que gripe seja uma doença letal, pelo menos para adultos jovens, que têm poucas razões para temer a morte e as enfermidades. O próprio nome em inglês e em italiano, influenza, insinua sua característica de aparecer periodicamente a cada inverno.
Influenza é uma palavra italiana que, sendo uma hipótese, foi cunhada pelas vítimas da doença na Itália em meados do século XVIII. Influenza di freddo significa "influência do frio".
A gripe parece ser entretanto inevitável. Ela se dissemina pelo ar e pouco pode ser feito para evitar que sejamos infectados. "Eu sei como contrair Aids", diz Alfred W. Crosby, um historiador da gripe de 1918. "E não sei como pegar gripe."
E talvez porque a gripe seja tão familiar, o terror que provocou em 1918 foi muito assustador. É como uma história macabra de ficção científica em que o que é comum torna-se monstruoso.
Quando a doença foi observada pela primeira vez, os médicos relutaram mesmo em chamá-la de gripe. Parecia ser uma nova doença, diziam eles. Alguns chamaram-na de broncopneumonia, outros de infecção respiratória epidêmica.
Alguns médicos sugeriram que poderia ser cólera ou tifo, ou talvez dengue ou botulismo. Outros diziam ainda que era simplesmente uma doença pandêmica não-identificada. Os que usavam o termo "gripe" insistiam em colocá-lo entre aspas.
Uma forma de se contar a história da gripe de 1918 é através de fatos e imagens, uma coleção de dados de impacto é entorpecedor e de magnitude quase inconcebível.
Quantos adoeceram? Mais de 25 por cento da população dos Estados Unidos. O que se passou com os que prestavam serviço militar, aqueles rapazes jovens e saudáveis que foram os alvos favoritos do vírus?
A Marinha informou que 40 por cento de seus membros contraíram a gripe em 1918. O Exército estimava que cerca de 36 por cento de seus membros foram atacados. Quantos morreram no mundo todo?
As estimativas vão de 20 a mais de 100 milhões, mas o número verdadeiro jamais poderá ser conhecido. Muitos lugares atacados pela gripe não apresentam estatísticas de mortalidade e, mesmo em países como os Estados Unidos, os esforços para registrar as mortes pela gripe foram complicados pelo fato de naquela época não haver um exame definitivo que realmente mostrasse que uma pessoa tinha a gripe.
E além disso a baixa estimativa do número de óbitos é surpreendente.
Em comparação, a Aids matou 11,7 milhões de pessoas em 1997.
A Primeira Guerra Mundial foi responsável por 9,2 milhões de mortes em combate e por um total de cerca de 15 milhões de mortes.
A Segunda Guerra por 15,9 mortes em combate. O historiador Crosby chama a atenção para o fato de que, qualquer que seja o número exato de baixas ocasionadas pela gripe de 1918, uma coisa é indiscutível:
o vírus "matou mais seres humanos do que qualquer outra doença num período de mesma duração na história mundial".
"Gripe: A História da Pandemia de 1918"
Autor: Gina Kolata
Editora: Record
Páginas: 384
A "Gripe de 1918", também conhecida como "Gripe Espanhola", é apontada como a mais devastadora de todos os tempos. Historiadores estimam que o vírus matou entre 20 milhões e 100 milhões de pessoas em diversos países do mundo.
"Acabou tão misteriosamente como surgiu. E quando tudo estava terminado, a humanidade havia sido abalada por uma doença que em poucos meses tinha matado mais gente do que qualquer outra enfermidade na história do mundo", afirma a americana Gina Kolata, repórter especializada em ciências do New York Times e autora do livro "Gripe: A História da Pandemia de 1918" (Record, 2002).
No livro, a repórter americana conta a história da mortífera "Gripe de 1918", investiga sua origem e revela os erros e acertos dos homens que tentaram combatê-la.
Leia abaixo trecho de introdução do primeiro capítulo do livro.
Atenção: o texto reproduzido abaixo mantém a ortografia original do livro e não está atualizado de acordo com as regras do Novo Acordo Ortográfico. Conheça o livro "Escrevendo pela Nova Ortografia".
*
Logo a praga estava por toda parte. E ninguém estava a salvo. A doença afetou os jovens e saudáveis. Um dia você estava muito bem, forte e invulnerável. Podia estar ocupado, trabalhando em seu escritório. Ou talvez estivesse tricotando um cachecol para as tropas de bravos soldados que lutavam na guerra para acabar com todas as guerras. Ou talvez você fosse um soldado recebendo treinamento básico, pela primeira vez longe de casa e da família.
Você começava sentindo uma forte dor de cabeça. Seus olhos começavam a arder. Vinham os calafrios e você ia para a cama, enrolado em cobertores. Mas não havia nem manta nem cobertor que conseguisse aquecê-lo.
Você adormecia sem repousar, delirando e tendo pesadelos à medida que a febre aumentava. E quando você começava a despertar, entrando num estado de semiconsciência, seus músculos doíam e sua cabeça latejava e, de alguma maneira, ficava sabendo aos poucos que, embora seu corpo gritasse debilmente "não", você caminhava para a morte.
Isso podia durar alguns dias, ou algumas horas, mas nada podia deter o progresso da doença. Médicos e enfermeiras aprenderam a reconhecer os sinais. Seu rosto assumia um tom castanho arroxeado escuro.
Você começava a tossir sangue. Seus pés ficavam pretos. Por último, quando o fim já estava próximo, você sentia uma terrível falta de ar. Uma saliva tingida de sangue saía de sua boca. Você morria --afogado, na verdade-- à medida que seus pulmões enchiam-se de um líquido avermelhado.
E quando fosse fazer a autópsia, o médico observaria que seus pulmões estavam pesados e encharcados em seu peito, saturados de um líquido sanguinolento ralo, inútil, como pequenos pedaços de fígado.
A praga de 1918 foi chamada de gripe, mas não era como nenhuma outra gripe já vista. Parecia mais a concentração de alguma profecia bíblica, algo como o Apocalipse, que dizia que o mundo seria primeiro assolado pela guerra, depois pela fome e, em seguida, com o rompimento do quarto selo do rolo de pergaminho prevendo o futuro, o aparecimento de um cavalo, "amarelo-pálido; o que estava montado nele tinha por nome Morte e seguia-o o Inferno".
A praga irrompeu em setembro daquele ano e, ao terminar, meio milhão de americanos haviam morrido. A doença espalhou-se às partes mais remotas do globo. Alguns povoados esquimós foram dizimados, praticamente eliminados da face da terra. Vinte por cento dos habitantes da Samoa Ocidental pereceram.
E onde quer que atacasse, o vírus infectava um grupo normalmente de pequeno risco - jovens adultos que em geral são poupados da devastação das doenças infecciosas. As curvas de mortalidade tinham a forma de "W", com picos para os bebês e crianças com menos de 5 anos, para os mais velhos na faixa de 70 a 74 anos e para pessoas de 20 a 40 anos de idade.
Crianças tornavam-se órfãs, famílias eram destruídas. Alguns sobreviventes diziam ter sido algo tão horrível que não queriam sequer falar no assunto. Outros tentavam interpretá-la como mais um pesadelo da guerra, assim como a luta nas trincheiras e o gás mostarda.
Ela veio quando o mundo estava cansado da guerra. Varreu o globo em meses e, junto com a guerra, se foi. Acabou tão misteriosamente como surgiu. E quando tudo estava terminado, a humanidade havia sido abalada por uma doença que em poucos meses tinha matado mais gente do que qualquer outra enfermidade na história do mundo.
Quando pensamos em pragas, imaginamos terríveis e estranhas doenças. Aids. Ebola. Esporos de Antraz. E, naturalmente, a Peste Negra. Preocupamo-nos com sintomas horripilantes --pústulas ou golfadas de sangue saindo por todos os orifícios. Ou homens jovens, que tinham o físico de deuses olímpicos, reduzidos a figuras esqueléticas, cambaleando pelas ruas com seus membros raquíticos, apoiando-se em bengalas, tiritando de frio.
Hoje nossa preocupação é a guerra biológica - um novo vírus feito de uma combinação de varíola e antraz ou varíola e Ebola. Ou nos preocupamos com a possibilidade de uma nova doença terrível estar sendo incubada em algum lugar, em uma região quente, e estar sendo preparada, com a destruição de antigas florestas, para de repente surgir e matar a todos nós.
Mas a gripe jamais figura na lista das pragas letais. Ela parece ser inócua. Aparece no inverno e todos a contraem mais cedo ou mais tarde. Uma vez que alguém adoece, não existe um tratamento eficiente, mas isso não importa. Praticamente todo mundo fica bem novamente, muito poucos não se recuperam. Trata-se apenas de uma doença inconveniente, que inflige, em geral, cerca de uma semana de sofrimento.
Não se supõe que gripe seja uma doença letal, pelo menos para adultos jovens, que têm poucas razões para temer a morte e as enfermidades. O próprio nome em inglês e em italiano, influenza, insinua sua característica de aparecer periodicamente a cada inverno.
Influenza é uma palavra italiana que, sendo uma hipótese, foi cunhada pelas vítimas da doença na Itália em meados do século XVIII. Influenza di freddo significa "influência do frio".
A gripe parece ser entretanto inevitável. Ela se dissemina pelo ar e pouco pode ser feito para evitar que sejamos infectados. "Eu sei como contrair Aids", diz Alfred W. Crosby, um historiador da gripe de 1918. "E não sei como pegar gripe."
E talvez porque a gripe seja tão familiar, o terror que provocou em 1918 foi muito assustador. É como uma história macabra de ficção científica em que o que é comum torna-se monstruoso.
Quando a doença foi observada pela primeira vez, os médicos relutaram mesmo em chamá-la de gripe. Parecia ser uma nova doença, diziam eles. Alguns chamaram-na de broncopneumonia, outros de infecção respiratória epidêmica.
Alguns médicos sugeriram que poderia ser cólera ou tifo, ou talvez dengue ou botulismo. Outros diziam ainda que era simplesmente uma doença pandêmica não-identificada. Os que usavam o termo "gripe" insistiam em colocá-lo entre aspas.
Uma forma de se contar a história da gripe de 1918 é através de fatos e imagens, uma coleção de dados de impacto é entorpecedor e de magnitude quase inconcebível.
Quantos adoeceram? Mais de 25 por cento da população dos Estados Unidos. O que se passou com os que prestavam serviço militar, aqueles rapazes jovens e saudáveis que foram os alvos favoritos do vírus?
A Marinha informou que 40 por cento de seus membros contraíram a gripe em 1918. O Exército estimava que cerca de 36 por cento de seus membros foram atacados. Quantos morreram no mundo todo?
As estimativas vão de 20 a mais de 100 milhões, mas o número verdadeiro jamais poderá ser conhecido. Muitos lugares atacados pela gripe não apresentam estatísticas de mortalidade e, mesmo em países como os Estados Unidos, os esforços para registrar as mortes pela gripe foram complicados pelo fato de naquela época não haver um exame definitivo que realmente mostrasse que uma pessoa tinha a gripe.
E além disso a baixa estimativa do número de óbitos é surpreendente.
Em comparação, a Aids matou 11,7 milhões de pessoas em 1997.
A Primeira Guerra Mundial foi responsável por 9,2 milhões de mortes em combate e por um total de cerca de 15 milhões de mortes.
A Segunda Guerra por 15,9 mortes em combate. O historiador Crosby chama a atenção para o fato de que, qualquer que seja o número exato de baixas ocasionadas pela gripe de 1918, uma coisa é indiscutível:
o vírus "matou mais seres humanos do que qualquer outra doença num período de mesma duração na história mundial".
"Gripe: A História da Pandemia de 1918"
Autor: Gina Kolata
Editora: Record
Páginas: 384
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Em entrevista exclusiva, Protógenes diz que não teme ser preso no dia da CPI Diogo Pinheiro
Rosanne D'Agostino
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Em entrevista exclusiva ao UOL Notícias na manhã desta quinta-feira (19), o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, centro das polêmicas envolvendo a Operação Satiagraha, afirmou que não teme ser preso no dia de seu depoimento à CPI das Escutas Telefônicas (a chamada CPI dos Grampos), previsto para o próximo dia 1º de abril.
Houve grampo ilegal?
Isso é história fabricada pela mídia
"Eu tomei conhecimento por meio da grande mídia de que estaria um plano armado, supostamente montada, para que eu seja preso no dia da CPI. Mas estou preparado para lá estar. Não tem motivação para essa prisão, até porque os parlamentares que a compõem são respeitados", disse Protógenes. "São pessoas que estão tomando posicionamentos equilibrados."
O delegado disse ainda não ver necessidade de um habeas corpus preventivo para evitar uma possível detenção. "O povo brasileiro vai acompanhar."
Na entrevista, feita pelos jornalistas Diogo Pinheiro e Rosanne D'Agostino, na sede do UOL, em São Paulo, o delegado atacou o banqueiro Daniel Dantas, a quem voltou a chamar de "bandido" e prometeu revelar tudo o que sabe, desde que seja indagado, à CPI.
"Quem tem dinheiro como ele ou quem tem negócios escusos com ele, tem que se preocupar. Tem que se preocupar. Porque ele é o tipo do caráter, é o tipo do indivíduo, que facilita até o trabalho da polícia. Ele guarda tudo organizado, tudo arquivado, com data, e ele faz questão de guardar em arquivo próprio, a conduta de cada um, os valores, quando foram iniciados os negócios, e possivelmente isso pode ser esclarecido à sociedade brasileira", disparou.
Protógenes também defendeu-se das acusações de ter realizado escutas ilegais na Satiagraha, ao afirmar que é impossível fazer investigações de casos de crime organizado no Brasil sem o uso de escutas telefônicas e outras tecnologias, devido à complexidade das ações dos criminosos atualmente. No entanto, o delegado reforça que grampo só pode ser feito com autorização da Justiça. Ele é acusado de ter feito escutas sem autorização nas investigações da Satiagraha, fato que nega.
"Eu não cometi nenhuma ação ilegal quando investiguei o banqueiro Daniel Dantas. Não pratiquei nenhum ato ilícito no processo investigativo. Isso é uma história fabricada pela mídia não sei para servir interesse de quem. Todas as escutas da Operação Satiagraha foram realizadas com autorização judicial, com fiscalização do Ministério Público Federal, inclusive até com uma auditoria. Porque essa investigação contra mim foi uma auditoria. Fizeram uma varredura em todos os autos da operação tentando encontrar algo contra mim e não se encontrou", disse Protógenes.
"É normal, é legal, é constitucional o exercício de compartilhamento de dados", diz o delegado, que também reforça a necessidade de autorização judicial para o uso deste instrumento. "É necessária e muito pelo contrário, nos auxilia [a intervenção da Justiça]. O Judiciário vai avaliar se é pertinente aquele pedido e o Ministério Público para fiscalizar essas ações", afirma o delegado.
O delegado polêmico da PF
* Flávio Florido/UOL
"Devido à complexidade de como agem hoje as organizações criminosas no país, é impossível agir sem esse instrumento. Inclusive, o Brasil deveria se alinhar a outros países no mundo. Sem escuta não se combate o crime organizado no mundo, eu diria. E é preciso se ampliar o prazo mínimo [da autorização para escuta] de 12 meses e máximo de 24 meses", completou Protógenes.
Segundo o delegado, não somente a Satiagraha, como também mais de 160 operações da Polícia Federal foram compartilhadas com a Abin (Agência Brasileira de Inteligência). "Isso é absolutamente normal."
Acusações de espionagem e ataques a tucanos
Protógenes também comentou sobre reportagem da revista "Veja" que o acusa de ter montado uma "máquina tenebrosa de espionagem" e realizar grampos ilegais de autoridades como o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso e até a vida amorosa da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
"Não é verdade, é mentira. A reportagem foi criação, uma montagem, que não merece o mínimo de credibilidade. Não reconheço nenhuma linha daquele texto como verdadeiro. Foi destinada a um fim específico, prorrogar a CPI, que já estava se encerrando, e criar um fato para o indiciamento. Não reconheço os documentos expostos na matéria", disse.
Protógenes criticou as declarações de Fernando Henrique, que afirmou estar "pouco se ligando se foi grampeado". "Diga-se de passagem, acredito que sua manifestação foi inadequada para um homem público. Ele tem responsabilidade. Ele sabe que tem responsabilidades inerentes e da relação dele na estrutura do Estado. Ele tem que ter a consciência disso. Para uma pessoa que não acredita em Deus, é de se esperar que ele tenha esse tipo de atitude", criticou.
Enquete
"E sobre o governador Serra, é mentirosa a reportagem, em momento algum eu interceptei essa autoridade e, se porventura, tem alguém satisfeito com esse plano, concordando com essa matéria, a segurança de São Paulo retrata bem o que é hoje o governo Serra para o Estado", completou.
Nesta quarta (18), o até então secretário de Segurança Pública de SP, Ronaldo Marzagão, pediu demissão. À Agência Estado, Serra afirmou que "esse indivíduo não está à altura de receber resposta de um governador".
CPI dos Grampos
Após a publicação da reportagem, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Grampos na Câmara dos Deputados, presidida por Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), foi prorrogada por 60 dias. "Isso atinge a Polícia Federal", disse Protógenes: "O povo brasileiro não é mais analfabeto; ninguém é idiota mais no plano político nesse país; todo mundo sabe o que é certo e o que é errado".
O delegado disse também que não havia um interesse especial da Presidência da República sobre a investigação dos envolvidos na Satiagraha e que em nenhum momento usou o nome do presidente Lula ou do Palácio do Planalto durante a Satiagraha. "Eu disse que ali [na investigação] se passavam dados de competência da Abin , e que eram procedimentos normais."
Sobre sua estratégia diante dos questionamentos dos parlamentares, Protógenes disse que só vai "dar nomes aos bois" se for confrontado com algum documentos que parlamentares venham a apresentar.
Entenda a Operação Satiagraha da Polícia Federal
Em julho de 2008, foram presos o banqueiro Daniel Dantas (f), sócio-fundador do Grupo Opportunity, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, o investidor Naji Nahas e outras 14 pessoas
"A notícia que me foi colocada é que foi afastado o sigilo do inquérito que é presidido pelo delegado Amaro [Vieira Ferreira, responsável pelo inquérito em que ele foi indiciado na Corregedoria da PF] e que esse dado tinha sido compartilhado com a CPI. Não foi me dado acesso. Não sei os dados que os excelentíssimos deputados hoje portam", afirmou.
O delegado disse também que só poderá dar dados concretos da investigação após a audiência na CPI. "Ainda não recebi a convocação oficial, soube pela imprensa que será no dia 1º de abril."
Possível candidatura
A perguntas de internautas sobre se o delegado pretende sair candidato a algum cargo político, Protógenes descartou a possibilidade. "No momento, eu não penso em ser candidato. Não tenho filiação partidária alguma e essa possibilidade até me surpreende e me deixa feliz. É o respeito que a população tem demonstrado pelo trabalho dessa autoridade policial. Mas não tenho nenhuma pretensão desse tipo."
Entrará na política?
Não posso desprezar a vontade popular
Entretanto, na continuidade da resposta, sinalizou com uma mudança de posicionamento. "É de interesse da população que eu venha a seguir alguma proposta política. Há grupos no Rio de Janeiro e em São Paulo que me procuram para que eu concorra a algum cargo eletivo. Para falar a verdade, eu não tenho simpatia por cargos políticos, não. Minha simpatia é por ser delegado. Mas não posso desprezar a vontade popular. Considero com carinho e respeito."
"Banqueiro bandido"
Questionado sobre suas últimas afirmações, ao classificar o banqueiro Daniel Dantas, como "bandido", Protógenes disse não temer ser processado e voltou a atacar o dono do Opportunity.
Sobre Daniel Dantas
"Ele é um banqueiro que já foi condenado, e como condenado, é bandido
é um banqueiro que já foi condenado, e como condenado, é bandido. Está no Aurélio [dicionário]. Mas o Brasil não soube ainda dar uma resposta à altura a este caso, o país espera o ato final, que é o encarceramento deste indivíduo. Tem que ser feito a exemplo do que foi feito nos Estados Unidos com o megainvestidor Bernard Madoff [envolvido em fraude bilionária], que foi preso, condenado e saiu algemado do tribunal pela porta da frente."
Protógenes terá de depor novamente na CPI
* Rosanne
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou em 10 de março a prorrogação da CPI das Escutas Telefônicas por mais 60 dias. A discussão sobre a comissão voltou à tona após reportagem da revista "Veja", que afirma que Protógenes teria grampeado ilegalmente integrantes do governo
"Já houve uma condenação, com uma sentença perfeita", alfinetou mais uma vez o delegado, referindo-se à decisão do juiz federal Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Federal paulista, que condenou Daniel Dantas a dez anos de prisão por supostamente ter oferecido US$ 1 milhão a um delegado, por meio de dois assessores, para se livrar da Satiagraha.
Na opinião de Protógenes, "o sistema processual brasileiro é um pouco atrasado. Permite que o indivíduo, acusado, condenado, percorra todas as instâncias. Precisamos de uma reformulação nas leis processuais", disse. Para ele, é interessante que só se prevaleçam de instrumentos efetivos de defesa os ricos. "Pobre, desempregado e negro está na cadeia, cumprindo pena. Há um desequilíbrio, um desrespeito à sociedade brasileira."
O delegado foi questionado ainda sobre a possibilidade de prisão do banqueiro Daniel Dantas. "A prisão do banqueiro condenado só ocorre realmente se a lei permitir que ele não tenha mais recurso. Isso é fato." Mas o delegado disse acreditar na Justiça brasileira.
"Acho que juízes brasileiros desempenham seu papel de dar boas respostas à sociedade. Mas, no caso específico de Dantas, esse processo é mais difícil e tormentoso, devido ao poder que esse indivíduo tem e ao acesso de recursos que disponibiliza."
Polêmica entre Gilmar Mendes e De Sanctis
Já sobre os dois habeas corpus concedidos a Dantas pelo presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, Protógenes disse: "Acho que a decisão do Supremo tem que ser respeitada, ainda que tenha sido permitida a sua soltura [do banqueiro] em 48 horas. É a decisão da Suprema Corte do Brasil. Agora, que a segurança jurídica é permitida só para quem tem dinheiro, é verdade", desabafou.
Protógenes disse ainda não temer a CPI nem uma possível prisão, além da morte. "Eu só tenho medo da desonra", disse. "E tenho medo de atentarem contra a minha família", completou. À pergunta sobre se os fins justificam os meios, Protógenes respondeu: "Não, de maneira nenhuma. Temos que fazer tudo dentro da legalidade".
Questionado por um internauta: "Valeu à pena?", o delegado finalizou: "Faria tudo de novo e com um plus, com mais esforço e com maior número de policiais e agentes da Abin, que muito dignificaram o trabalho da Satiagraha".
UOL Celular
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Em entrevista exclusiva ao UOL Notícias na manhã desta quinta-feira (19), o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, centro das polêmicas envolvendo a Operação Satiagraha, afirmou que não teme ser preso no dia de seu depoimento à CPI das Escutas Telefônicas (a chamada CPI dos Grampos), previsto para o próximo dia 1º de abril.
Houve grampo ilegal?
Isso é história fabricada pela mídia
"Eu tomei conhecimento por meio da grande mídia de que estaria um plano armado, supostamente montada, para que eu seja preso no dia da CPI. Mas estou preparado para lá estar. Não tem motivação para essa prisão, até porque os parlamentares que a compõem são respeitados", disse Protógenes. "São pessoas que estão tomando posicionamentos equilibrados."
O delegado disse ainda não ver necessidade de um habeas corpus preventivo para evitar uma possível detenção. "O povo brasileiro vai acompanhar."
Na entrevista, feita pelos jornalistas Diogo Pinheiro e Rosanne D'Agostino, na sede do UOL, em São Paulo, o delegado atacou o banqueiro Daniel Dantas, a quem voltou a chamar de "bandido" e prometeu revelar tudo o que sabe, desde que seja indagado, à CPI.
"Quem tem dinheiro como ele ou quem tem negócios escusos com ele, tem que se preocupar. Tem que se preocupar. Porque ele é o tipo do caráter, é o tipo do indivíduo, que facilita até o trabalho da polícia. Ele guarda tudo organizado, tudo arquivado, com data, e ele faz questão de guardar em arquivo próprio, a conduta de cada um, os valores, quando foram iniciados os negócios, e possivelmente isso pode ser esclarecido à sociedade brasileira", disparou.
Protógenes também defendeu-se das acusações de ter realizado escutas ilegais na Satiagraha, ao afirmar que é impossível fazer investigações de casos de crime organizado no Brasil sem o uso de escutas telefônicas e outras tecnologias, devido à complexidade das ações dos criminosos atualmente. No entanto, o delegado reforça que grampo só pode ser feito com autorização da Justiça. Ele é acusado de ter feito escutas sem autorização nas investigações da Satiagraha, fato que nega.
"Eu não cometi nenhuma ação ilegal quando investiguei o banqueiro Daniel Dantas. Não pratiquei nenhum ato ilícito no processo investigativo. Isso é uma história fabricada pela mídia não sei para servir interesse de quem. Todas as escutas da Operação Satiagraha foram realizadas com autorização judicial, com fiscalização do Ministério Público Federal, inclusive até com uma auditoria. Porque essa investigação contra mim foi uma auditoria. Fizeram uma varredura em todos os autos da operação tentando encontrar algo contra mim e não se encontrou", disse Protógenes.
"É normal, é legal, é constitucional o exercício de compartilhamento de dados", diz o delegado, que também reforça a necessidade de autorização judicial para o uso deste instrumento. "É necessária e muito pelo contrário, nos auxilia [a intervenção da Justiça]. O Judiciário vai avaliar se é pertinente aquele pedido e o Ministério Público para fiscalizar essas ações", afirma o delegado.
O delegado polêmico da PF
* Flávio Florido/UOL
"Devido à complexidade de como agem hoje as organizações criminosas no país, é impossível agir sem esse instrumento. Inclusive, o Brasil deveria se alinhar a outros países no mundo. Sem escuta não se combate o crime organizado no mundo, eu diria. E é preciso se ampliar o prazo mínimo [da autorização para escuta] de 12 meses e máximo de 24 meses", completou Protógenes.
Segundo o delegado, não somente a Satiagraha, como também mais de 160 operações da Polícia Federal foram compartilhadas com a Abin (Agência Brasileira de Inteligência). "Isso é absolutamente normal."
Acusações de espionagem e ataques a tucanos
Protógenes também comentou sobre reportagem da revista "Veja" que o acusa de ter montado uma "máquina tenebrosa de espionagem" e realizar grampos ilegais de autoridades como o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso e até a vida amorosa da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
"Não é verdade, é mentira. A reportagem foi criação, uma montagem, que não merece o mínimo de credibilidade. Não reconheço nenhuma linha daquele texto como verdadeiro. Foi destinada a um fim específico, prorrogar a CPI, que já estava se encerrando, e criar um fato para o indiciamento. Não reconheço os documentos expostos na matéria", disse.
Protógenes criticou as declarações de Fernando Henrique, que afirmou estar "pouco se ligando se foi grampeado". "Diga-se de passagem, acredito que sua manifestação foi inadequada para um homem público. Ele tem responsabilidade. Ele sabe que tem responsabilidades inerentes e da relação dele na estrutura do Estado. Ele tem que ter a consciência disso. Para uma pessoa que não acredita em Deus, é de se esperar que ele tenha esse tipo de atitude", criticou.
Enquete
"E sobre o governador Serra, é mentirosa a reportagem, em momento algum eu interceptei essa autoridade e, se porventura, tem alguém satisfeito com esse plano, concordando com essa matéria, a segurança de São Paulo retrata bem o que é hoje o governo Serra para o Estado", completou.
Nesta quarta (18), o até então secretário de Segurança Pública de SP, Ronaldo Marzagão, pediu demissão. À Agência Estado, Serra afirmou que "esse indivíduo não está à altura de receber resposta de um governador".
CPI dos Grampos
Após a publicação da reportagem, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Grampos na Câmara dos Deputados, presidida por Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), foi prorrogada por 60 dias. "Isso atinge a Polícia Federal", disse Protógenes: "O povo brasileiro não é mais analfabeto; ninguém é idiota mais no plano político nesse país; todo mundo sabe o que é certo e o que é errado".
O delegado disse também que não havia um interesse especial da Presidência da República sobre a investigação dos envolvidos na Satiagraha e que em nenhum momento usou o nome do presidente Lula ou do Palácio do Planalto durante a Satiagraha. "Eu disse que ali [na investigação] se passavam dados de competência da Abin , e que eram procedimentos normais."
Sobre sua estratégia diante dos questionamentos dos parlamentares, Protógenes disse que só vai "dar nomes aos bois" se for confrontado com algum documentos que parlamentares venham a apresentar.
Entenda a Operação Satiagraha da Polícia Federal
Em julho de 2008, foram presos o banqueiro Daniel Dantas (f), sócio-fundador do Grupo Opportunity, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, o investidor Naji Nahas e outras 14 pessoas
"A notícia que me foi colocada é que foi afastado o sigilo do inquérito que é presidido pelo delegado Amaro [Vieira Ferreira, responsável pelo inquérito em que ele foi indiciado na Corregedoria da PF] e que esse dado tinha sido compartilhado com a CPI. Não foi me dado acesso. Não sei os dados que os excelentíssimos deputados hoje portam", afirmou.
O delegado disse também que só poderá dar dados concretos da investigação após a audiência na CPI. "Ainda não recebi a convocação oficial, soube pela imprensa que será no dia 1º de abril."
Possível candidatura
A perguntas de internautas sobre se o delegado pretende sair candidato a algum cargo político, Protógenes descartou a possibilidade. "No momento, eu não penso em ser candidato. Não tenho filiação partidária alguma e essa possibilidade até me surpreende e me deixa feliz. É o respeito que a população tem demonstrado pelo trabalho dessa autoridade policial. Mas não tenho nenhuma pretensão desse tipo."
Entrará na política?
Não posso desprezar a vontade popular
Entretanto, na continuidade da resposta, sinalizou com uma mudança de posicionamento. "É de interesse da população que eu venha a seguir alguma proposta política. Há grupos no Rio de Janeiro e em São Paulo que me procuram para que eu concorra a algum cargo eletivo. Para falar a verdade, eu não tenho simpatia por cargos políticos, não. Minha simpatia é por ser delegado. Mas não posso desprezar a vontade popular. Considero com carinho e respeito."
"Banqueiro bandido"
Questionado sobre suas últimas afirmações, ao classificar o banqueiro Daniel Dantas, como "bandido", Protógenes disse não temer ser processado e voltou a atacar o dono do Opportunity.
Sobre Daniel Dantas
"Ele é um banqueiro que já foi condenado, e como condenado, é bandido
é um banqueiro que já foi condenado, e como condenado, é bandido. Está no Aurélio [dicionário]. Mas o Brasil não soube ainda dar uma resposta à altura a este caso, o país espera o ato final, que é o encarceramento deste indivíduo. Tem que ser feito a exemplo do que foi feito nos Estados Unidos com o megainvestidor Bernard Madoff [envolvido em fraude bilionária], que foi preso, condenado e saiu algemado do tribunal pela porta da frente."
Protógenes terá de depor novamente na CPI
* Rosanne
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou em 10 de março a prorrogação da CPI das Escutas Telefônicas por mais 60 dias. A discussão sobre a comissão voltou à tona após reportagem da revista "Veja", que afirma que Protógenes teria grampeado ilegalmente integrantes do governo
"Já houve uma condenação, com uma sentença perfeita", alfinetou mais uma vez o delegado, referindo-se à decisão do juiz federal Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Federal paulista, que condenou Daniel Dantas a dez anos de prisão por supostamente ter oferecido US$ 1 milhão a um delegado, por meio de dois assessores, para se livrar da Satiagraha.
Na opinião de Protógenes, "o sistema processual brasileiro é um pouco atrasado. Permite que o indivíduo, acusado, condenado, percorra todas as instâncias. Precisamos de uma reformulação nas leis processuais", disse. Para ele, é interessante que só se prevaleçam de instrumentos efetivos de defesa os ricos. "Pobre, desempregado e negro está na cadeia, cumprindo pena. Há um desequilíbrio, um desrespeito à sociedade brasileira."
O delegado foi questionado ainda sobre a possibilidade de prisão do banqueiro Daniel Dantas. "A prisão do banqueiro condenado só ocorre realmente se a lei permitir que ele não tenha mais recurso. Isso é fato." Mas o delegado disse acreditar na Justiça brasileira.
"Acho que juízes brasileiros desempenham seu papel de dar boas respostas à sociedade. Mas, no caso específico de Dantas, esse processo é mais difícil e tormentoso, devido ao poder que esse indivíduo tem e ao acesso de recursos que disponibiliza."
Polêmica entre Gilmar Mendes e De Sanctis
Já sobre os dois habeas corpus concedidos a Dantas pelo presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, Protógenes disse: "Acho que a decisão do Supremo tem que ser respeitada, ainda que tenha sido permitida a sua soltura [do banqueiro] em 48 horas. É a decisão da Suprema Corte do Brasil. Agora, que a segurança jurídica é permitida só para quem tem dinheiro, é verdade", desabafou.
Protógenes disse ainda não temer a CPI nem uma possível prisão, além da morte. "Eu só tenho medo da desonra", disse. "E tenho medo de atentarem contra a minha família", completou. À pergunta sobre se os fins justificam os meios, Protógenes respondeu: "Não, de maneira nenhuma. Temos que fazer tudo dentro da legalidade".
Questionado por um internauta: "Valeu à pena?", o delegado finalizou: "Faria tudo de novo e com um plus, com mais esforço e com maior número de policiais e agentes da Abin, que muito dignificaram o trabalho da Satiagraha".
UOL Celular
sábado, 18 de julho de 2009
Show para Nelson Mandela reúne Aretha Franklin e Carla Bruni
da France Presse
da Folha Online
Aretha Franklin, Stevie Wonder e Carla Bruni vão participar, entre outros artistas, de um espetáculo neste sábado, em Nova York, na comemoração pelo aniversário do Prêmio Nobel da Paz e ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela.
O show do "Mandela Day", inicialmente previsto para o Madison Square Garden, foi transferido para o Radio City Music Hall, segundo os organizadores do evento.
O acontecimento encerrará uma semana de celebrações do 91º aniversário de Mandela. No ano passado, o aniversário do sul-africano foi celebrado em Londres.
O ex-presidente, no entanto, não deverá estar presente.
A campanha de coleta de fundos leva o número 46664, que era o de sua inscrição nas prisões africanas, nas quais passou 27 anos, antes de se tornar o primeiro presidente negro da África do Sul, governando de 1994 a 1999.
O show será o primeiro de Carla Bruni desde que ela se tornou a primeira-dama da França, em fevereiro de 2008. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, acompanhará a mulher na viagem a Nova York.
A cantora e ex-modelo havia dito que só recomeçaria a fazer shows quando seu marido não estivesse mais no poder, mas fez uma exceção para o "Mandela Day" devido a seu compromisso com a luta contra a Aids, explicaram os organizadores do evento.
Bruni, cujo irmão morreu de Aids, é embaixadora do fundo mundial de luta contra a doença. O casal presidencial francês deve voltar a Paris logo depois do show.
da Folha Online
Aretha Franklin, Stevie Wonder e Carla Bruni vão participar, entre outros artistas, de um espetáculo neste sábado, em Nova York, na comemoração pelo aniversário do Prêmio Nobel da Paz e ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela.
O show do "Mandela Day", inicialmente previsto para o Madison Square Garden, foi transferido para o Radio City Music Hall, segundo os organizadores do evento.
O acontecimento encerrará uma semana de celebrações do 91º aniversário de Mandela. No ano passado, o aniversário do sul-africano foi celebrado em Londres.
O ex-presidente, no entanto, não deverá estar presente.
A campanha de coleta de fundos leva o número 46664, que era o de sua inscrição nas prisões africanas, nas quais passou 27 anos, antes de se tornar o primeiro presidente negro da África do Sul, governando de 1994 a 1999.
O show será o primeiro de Carla Bruni desde que ela se tornou a primeira-dama da França, em fevereiro de 2008. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, acompanhará a mulher na viagem a Nova York.
A cantora e ex-modelo havia dito que só recomeçaria a fazer shows quando seu marido não estivesse mais no poder, mas fez uma exceção para o "Mandela Day" devido a seu compromisso com a luta contra a Aids, explicaram os organizadores do evento.
Bruni, cujo irmão morreu de Aids, é embaixadora do fundo mundial de luta contra a doença. O casal presidencial francês deve voltar a Paris logo depois do show.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Sarkozy acompanhará show de Carla Bruni em Nova York
colaboração para a Folha Online
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, acompanhará sua mulher, a cantora e ex-modelo Carla Bruni, em viagem a Nova York, onde ela participará de um show em homenagem a Nelson Mandela neste sábado.
O ex-presidente sul-africano, que fará 91 anos, não estará presente, mas Aretha Franklin, Stevie Wonder, Queen Latifa e Carla Bruni são alguns dos artistas que se apresentarão no palco do Radio City Music Hall.
O "Mandela Day" encerra uma semana de comemorações. A campanha de arrecadação de fundos organizada tem o nome de 46664, em referência ao número que usava Mandela durante os 27 anos que passou nas prisões da África do Sul.
Este será o primeiro show de Carla Bruni desde que ela se tornou a primeira-dama da França, em fevereiro de 2008.
A cantora havia dito que só recomeçaria a fazer shows quando seu marido não estivesse mais no poder, mas fez uma exceção para o "Mandela Day" devido a seu compromisso com a luta contra a Aids, explicaram os organizadores do evento.
Carla Bruni, cujo irmão morreu de Aids, é embaixadora do Fundo mundial de luta contra esta doença. O casal presidencial francês deve voltar a Paris logo depois do show.
ONU
Nesta sexta-feira, Sarkozy recebeu o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, no consulado francês de Nova York para um almoço. Ao chegar ao consulado, no centro de Manhattan, o presidente francês saudou a multidão e tirou fotos com turistas. A esposa do chefe de Estado não estava presente.
Os dois dirigentes almoçaram e conversaram sobre os grandes assuntos mundiais, como as principais crises regionais, as operações de paz em andamento, o aquecimento global e a ameaça nuclear da Coreia do Norte.
Mais cedo, o governo da França elogiou o fortalecimento das sanções da ONU a Pyongyang e pediu ao governo norte-coreano que se abstenha de "qualquer nova provocação" após o teste nuclear realizado em 25 de maio e os recentes disparos de mísseis.
Com France Presse
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, acompanhará sua mulher, a cantora e ex-modelo Carla Bruni, em viagem a Nova York, onde ela participará de um show em homenagem a Nelson Mandela neste sábado.
O ex-presidente sul-africano, que fará 91 anos, não estará presente, mas Aretha Franklin, Stevie Wonder, Queen Latifa e Carla Bruni são alguns dos artistas que se apresentarão no palco do Radio City Music Hall.
O "Mandela Day" encerra uma semana de comemorações. A campanha de arrecadação de fundos organizada tem o nome de 46664, em referência ao número que usava Mandela durante os 27 anos que passou nas prisões da África do Sul.
Este será o primeiro show de Carla Bruni desde que ela se tornou a primeira-dama da França, em fevereiro de 2008.
A cantora havia dito que só recomeçaria a fazer shows quando seu marido não estivesse mais no poder, mas fez uma exceção para o "Mandela Day" devido a seu compromisso com a luta contra a Aids, explicaram os organizadores do evento.
Carla Bruni, cujo irmão morreu de Aids, é embaixadora do Fundo mundial de luta contra esta doença. O casal presidencial francês deve voltar a Paris logo depois do show.
ONU
Nesta sexta-feira, Sarkozy recebeu o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, no consulado francês de Nova York para um almoço. Ao chegar ao consulado, no centro de Manhattan, o presidente francês saudou a multidão e tirou fotos com turistas. A esposa do chefe de Estado não estava presente.
Os dois dirigentes almoçaram e conversaram sobre os grandes assuntos mundiais, como as principais crises regionais, as operações de paz em andamento, o aquecimento global e a ameaça nuclear da Coreia do Norte.
Mais cedo, o governo da França elogiou o fortalecimento das sanções da ONU a Pyongyang e pediu ao governo norte-coreano que se abstenha de "qualquer nova provocação" após o teste nuclear realizado em 25 de maio e os recentes disparos de mísseis.
Com France Presse
terça-feira, 14 de julho de 2009
Atenção e empatia do médico pode ser o melhor remédio contra gripes, diz estudo
14 de julho de 2009 (Bibliomed). O melhor remédio contra a gripe pode ser a empatia e a atenção do médico com o paciente, segundo estudo da Universidade de Wisconsin, nos EUA. De acordo com os autores, as pessoas se recuperam mais rápido quando acreditam que o médico demonstrou maior compaixão em relação a seu caso.
A pesquisa, publicada na revista especializada Family Medicine, envolveu 350 pessoas que tiveram um dos três encontros com médicos: completamente sem interação; um encontro padrão, com discussão do histórico médico e da presente doença; ou uma interação avançada, onde o médico perguntou mais questões e se mostrou mais preocupado com o paciente.
Analisando questionários respondidos pelos participantes sobre sua avaliação do atendimento, os especialistas observaram que os 84 que deram "pontuação perfeita" para o médico na pesquisa conseguiram se ver livres da gripe um dia antes dos pacientes que deram notas menores. A contagem das células imunológicas da secreção nasal dos pacientes confirmou os resultados, indicando que os que reportaram melhor atendimento desenvolveram imunidade contra a gripe dentro de 48 horas.
"Isso mostra que, se você perceber seu médico como empático, isso pode influenciar seu sistema imunológico e ajudar você a se recuperar melhor de gripes comuns", destaca o pesquisador David Rakel, líder do estudo. "Entre tudo que tem sido estudado – zinco, vitamina C, medicações anti-virais –, nada funciona melhor no combate à gripe do que ser gentil com as pessoas", disse.
De acordo com os pesquisadores, os resultados destacam a importância da relação dos pacientes com os profissionais de saúde da atenção primária, pois interações positivas podem encorajar os pacientes a depender menos de medicamentos sem prescrição médica. E os especialistas ressaltam que essa possibilidade deve ser abordada na formação de futuros médicos.
Fonte: University of Wisconsin School of Medicine and Public Health. 08 de julho de 2009.
Copyright © 2009 Bibliomed, Inc.
A pesquisa, publicada na revista especializada Family Medicine, envolveu 350 pessoas que tiveram um dos três encontros com médicos: completamente sem interação; um encontro padrão, com discussão do histórico médico e da presente doença; ou uma interação avançada, onde o médico perguntou mais questões e se mostrou mais preocupado com o paciente.
Analisando questionários respondidos pelos participantes sobre sua avaliação do atendimento, os especialistas observaram que os 84 que deram "pontuação perfeita" para o médico na pesquisa conseguiram se ver livres da gripe um dia antes dos pacientes que deram notas menores. A contagem das células imunológicas da secreção nasal dos pacientes confirmou os resultados, indicando que os que reportaram melhor atendimento desenvolveram imunidade contra a gripe dentro de 48 horas.
"Isso mostra que, se você perceber seu médico como empático, isso pode influenciar seu sistema imunológico e ajudar você a se recuperar melhor de gripes comuns", destaca o pesquisador David Rakel, líder do estudo. "Entre tudo que tem sido estudado – zinco, vitamina C, medicações anti-virais –, nada funciona melhor no combate à gripe do que ser gentil com as pessoas", disse.
De acordo com os pesquisadores, os resultados destacam a importância da relação dos pacientes com os profissionais de saúde da atenção primária, pois interações positivas podem encorajar os pacientes a depender menos de medicamentos sem prescrição médica. E os especialistas ressaltam que essa possibilidade deve ser abordada na formação de futuros médicos.
Fonte: University of Wisconsin School of Medicine and Public Health. 08 de julho de 2009.
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