domingo, 19 de fevereiro de 2012

Visão Ecológica - Por Edson Paim & Rosalda Paim





Visão  Ecológica é a expressão cunhada por Rosalda Paim, quando da elaboração de sua Teoria Sistêmica de Enfermagem (1967/74) para denotar a visualização ou o estudo de quaisquer sistemas. mediante o prisma ou a perspectiva da Ecologia e, constitui uma etapa intermediária, utilizada para a elaboração, na esteira da Complexidade, do Pensamento Sistêmico Ecológico Cibernético Informacional (PSECI), o qual corresponde ao quadro de referência ou base filosófico da  sua "Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética de Enfermagem.

A Visão Ecológica ou Perspectiva Ecológica constitui o segundo capítulo do  Livro SISTEMISMO ECOLÓGICO CIBERNÉTICO - UM PARADIGMA HOLÍSTICO, 4a. Edição - 2004 - 342 p., de autoria de Edson Paim & Rosalda Paim, o qual é apresentado a seguir: 




VISÀO ECOLÓGICA


visão ecológica é a percepção da realidade sob a ótica, sob o prisma, sob a perspectiva daEcologia.
No capítulo anterior, apresentamos o Sistemismo como o primeiro degrau da metodologia Sistêmica Ecológica Cibernética ou Eco-sistemismo Cibernético.
A Visão Ecológica constitui o segundo degrau do referido quadro de referência, como veremos no terceiro capítulo, intitulado Sistemismo Ecológico.    
         A par da utilização do enfoque sistêmico da Ecologia,  proposto no capítulo anterior, preconizamos a abordagem, simultânea, dos sistemas,  tanto sob os cânones do Sistemismo, como através do prisma da Ecologia, resultando daí, uma dupla perspectiva: Sistêmica e Ecológica..
             Recíproca e  simultaneamente,  advogamos o emprego  da abordagem do ambiente sob uma perspectiva sistêmica, com base nos cânones daTeoria Geral dos Sistemas (Sistemismo), além da sua óbvia focalização sob o prisma eminentemente  ecológico, surgindo, então, a Ecologia Sistêmica.       
Desta estratégia resulta a necessidade de utilização de um sistema discursivo ecológico na visualização dos sistemas e, vice-versa, a aplicação de uma linguagem sistêmica na descrição do ambiente dos sistemas, estratégia capaz de enriquecer, tanto o próprio estudo do sistema como o do respectivo ambiente.
O estudo de um determinado sistema, sem se considerar o ambiente que o envolve, se tornaria uma abordagem insuficiente, limitativa, fragmentária ou reducionista, tendo em vista que as condições ambientais que envolvem o sistema o afetam de modo significativo e, vice-versa.
Na verdade, o ambiente afeta o sistema, tanto quanto por este é afetado, "vivendo" ambos, em permanente interação recíproca.
Segundo Edgar Morin1“a nova teoria biológica, por mais incompleta que ainda seja, altera a noção de Vida. A nova teoria ecológica, por mais embrionária que seja, altera a noção de Natureza. A ecologia é uma ciência natural, fundada por Haeckel em 1873, que se propõe a estudar a relações entre os organismos e o meio, onde eles vivem.”
           O mesmo autor prossegue::
“Todavia, seja pelo fato da preocupação ecológica ter permanecido menor no conjunto das disciplinas naturais, seja porque o meio era concebido essencialmente como um molde geoclimático por vezes formativo (lamarckiano), outras vezes seletivo (darwiniano), em cujo seio as espécies vivem numa desordem generalizada e em que apenas reina uma lei, a do mais forte ou do mais apto, a verdade é que a ciência ecológica só recentemente concebeu a comunidade dos seres vivos (biocenose) num espaço ou “nicho” geofísico (biótopo), constituindo, juntamente com este, uma unidade global ou ecossistema. Porque razão sistema?
Ele próprio responde:
- “Pelo fato de que o conjunto das sujeições, das interações, das interdependências, no seio do nicho ecológico, constitui apesar e através de eventualidades e incertezas, uma auto-organização espontânea. Com efeito, equilíbrios criam-se e recriam-se entre índice de reprodução e índices de mortalidade. Estas regularidades, mais ou menos flutuantes, estabelecem-se partindo das interações.”
Apesar dos conflitos e antagonismos existentes entre os seres vivos e o ambiente, das associações harmônicas e desarmônicas (inter)intra-espécies, do funcionamento da cadeia alimentar, há um notávelequilíbrio ecológico, pois os ecossistemas possuem a capacidade deauto-regulação e auto-organização, determinado, enfim, pelo clima de cooperação e competição
“Há complementaridades que se estabelecem partindo das associações, simbioses e parasitismo, mas também entre comedor e comido, entre predador e presa, há hierarquias que se estabelecem entre as espécies; assim, da mesma forma que nas associações humanas em que não só as hierarquias, mas também os conflitos e as solidariedades se encontram entre os fundamentos do sistema organizado, a competição (matching) e o ajuste (fitting) são alguns dos fundamentos complexos do ecossistema. Através de todas estas interações, constituem-se os ciclos fundamentais: da planta ao herbívoro e ao carnívoro, do plancto ao peixe e ao pássaro: um ciclo gigantesco em que a energia solar produz o oxigênio, absorve o gás carbônico e une, por meio de mil retículos, o conjunto de seres do nicho ao planeta; nesse sentido o ecossistema é, por certo, uma totalidade auto-organizada. Assim, não era um delírio romântico considerar a Natureza um organismo global, um ser matricial, desde que não se esqueça de que essa mãe é criada por seus próprios filhos e de que ela também é madrasta, utilizando também a destruição e a morte como meio de regulação. 2
A destruição e a morte constituem mecanismos de “feedback”, ou cibernéticos, de regulação e controle da natureza, buscando permanentemente o equilíbrio ecológico, tudo a serviço dabiodiversidade.
Qualquer sistema persiste inserido em um ambiente, com o qual se relaciona (o ser e o ecossistema). Os sistemas só podem existir noambiente. Há apenas uma exceção: o único sistema sem ambiente é o próprio universo, pois não podemos conceber algo em seu entorno, constituindo, nesta acepção, um sistema fechado.
Um sistema de qualquer natureza, adicionado de seu ambiente, corresponde à totalidade douniverso.
“A ecologia ou, antes, a ecossistemologia (Wildem, 1972), é uma ciência que nasce, mas que já constitui uma contribuição primordial para a teoria de auto-organização do ser vivo e, no que diz respeito à antropologia, reabilita a noção de Natureza e, nela, enraíza o homem. A natureza já não é desordem, passividade, meio amorfo: é sim, uma totalidade complexa. O homem não é uma entidade estanque em relação de autonomia/dependência organizadora no seio do ecossistema. 3
A colocação da natureza como uma totalidade complexa, sanciona a nossa proposta da necessidade da existência de uma Ecologia Sistêmica, de igual forma que a imposição do surgimento de uma Biologia Sistêmica.
            Semelhantemente a todos os sistemas abertos que estabelecem constantes relações (estruturais, organizacionais e funcionais) entre todos os seus elementos componentes (subsistemas), o ecossistema só pode ser enfocado, também, como um sistema e, por isso mesmo, abordado sob uma visão sistêmica.
Todas as atividades de um sistema como ocorrecom  próprio ser humano, são relações de intercâmbios internos (intra-sistêmicas ou inter-subsistemas) e, também relações do todo com o seu exterior - ambiente, entorno, ecossistema - o que pode ser sintetizado como relações de trocas de matéria, energia e informações.
Esta tríade, em virtude de as informações serem sempre mediadas pormatéria e energia, poderia ser simplificada ou reduzida a dois termos (matéria e energia) e, em razão da unidade da matéria e da energia,seria possível empregar um só desses termos (matéria ou energia), entretanto, preferimos utilizar, sempre, a tríade: matéria, energia e informações, estratégia mais vantajosa, uma vez que, cada uma delas tem seu papel específico, atendendo melhor ás razões didáticas, à lógica, aos propósitos e finalidades deste trabalho.
Em virtude de que os intercâmbios entre osistema e o ambiente afetam a ambos mutuamente, seria considerado reducionista o estudo de qualquersistema que não abranja, também, o do seuambiente.
No intuito de sanar este caráter fragmentário, reducionista, propomos que, na abordagem de quaisquer sistemas, deva mos acrescentar, sempre, o exame de sua dimensão ambiental (ecológica), mediante a aplicação dos conceitos da Ecologia.
A ecologia, nos dias presentes, deve ser considerada em seu sentido mais amplo, abrangente e irrestrito, visualizando o próprio ambiente, como umsistema, estudando-o não só sob a abordagem ecológica, mas, concomitantemente, através doenfoque sistêmico, o que não só caracteriza como justifica nossa proposta de uma Ecologia Sistêmica.
Percebida e assimilada a Ecologia em sua dimensão atual,  a visão ecológica, aliada ao enfoque sistêmico, permitirá uma abordagem de natureza, ainda mais  abrangente, ao constituírem avisão sistêmica ecológica, referencial  obrigatório para o estudo das relações e interações dos sistemascom o ambiente que os envolve e vice-versa.
Esta perspectiva é, sobretudo, imprescindível, quando se aborda a complexidade do sistema humano e de seus metassistemas (família, comunidade, sociedade).
            Segundo Pierre Aguesse,4” a par da sua concepção clássica, a ecologia deve "incluir o Homo Sapiens e suas atividades", pois "a ecologia não é mais apenas a ciência do naturalista, de vez que disciplinas  tão  variadas como o direito, a economia, a sociologia,  etc. devem estar incluídas no seu campo de investigação", resultando em verdadeira ciência o homem.
Uma visão ecológica do homem sugere o seu estudo, de maneira dissociada seu contexto sócio-ambiental, através da Ecologia Social
Para Bougley,5” a ecologia "antes era disciplina um tanto difusa e incoordenada que lutava para abarcar estudos como a fisiologia, a genética e a evolução".
Podemos incluir as atividades laborais comorelações ecológicas  (um aspecto da ecologia humana), pois se trata de uma ação do ser humanosobre o ambiente e/ou sobre outros sistemassituados, também, no ambiente, inclusive os outrossistemas humanos, cuja interação implica em afetação mútua e recíproca.
 Estas relações podem ser traduzidas comotrocas de matéria, energia ou informações entre otrabalhador e o ambiente, ou mais apropriadamente como uma transferência de entropia negativa(negentropia) do corpo humano para o ambiente de trabalho e/ou para o objeto trabalhado.
Hoje em dia, um processo de globalizaçãocrescente está curso, em escala planetária, nos diversos setores da sociedade, afetando todos os seres humanos, indistintamente, principalmente os trabalhadores e os segmentos mais discriminados da sociedade, em virtude da maior dificuldade para adaptação às condições de mudança.
globalização estabelece um sistema de “vasos comunicantes” entre todos os processos sociais, sobretudo de natureza cultural, política e econômica. Este fato vem reforçar a necessidade e está, mesmo, a impor uma mudança de paradigma e uma nova abordagem da realidade.
globalização é conseqüência lógica da evolução e rapidez dos meios de transporte, do desenvolvimento dos processos de comunicação, da transmissão instantânea das informações e, da informatização de variados setores da sociedade, tudo em nível planetário.
Este fenômeno avança a cada dia e veio para ficar, para permanecer, por isso, teremos de assimilar aglobalização, com as suas virtudes e seus efeitos colaterais, queiramos ou não, já que ela constitui uma realidade, quer seja ou não de nosso agrado.
Não adianta permanecermos à maneira de um cachorro que late diante da lua ou tomar atitude de avestruz, enterrando a cabeça na areia, diante do vento. 
Em face deste processo globalizante, oambiente ou ecossistema em que o homem vive tem dimensão planetária: a aldeia global referida porMcLuhan11.
Em relação aos efeitos danosos da era daglobalização, um dos antídotos é o conhecimento e a utilização do Sistemismo e das metodologias dele decorrentes, o que se torna, cada dia, mais necessário, a fim de melhor entender esse processo globalizante e, conseqüentemente, lutar contra suas conseqüências nefastas e capacitando-nos para, ao mesmo tempo, aproveitarmos as suas potencialidades benéficas, entre as quais se destaca os projeto de inclusão digital que permitirá a universalização do acesso às informações pelos setores mais oprimidos da sociedade, como instrumento de ascensão social.   
  .A Teoria Geral dos Sistemas12(Sistemismo) e o Sistemismo Ecológico Cibernético se credenciam como teorias da globalização e, por isto afirmamos que desconhecê-las é se tornar incapacitado para aceitar a inexorabilidade desse processo, para compreender as suas repercussões e atuar em função da possibilidade de evitar seus efeitos danosos.
Seus reflexos se fazem notar no sistema antropossocial, como um todo, no futuro das empresas e, na vida de cada ser humano, impedindo-lhes de usufruir as suas potencialidades benéficas e de se expressar em toda a plenitude.
Sistemismo, estabelecido há meio século, foi capaz de prever o surgimento desta nova realidade e pretendeu representar uma etapa decisiva na construção e evolução de um referencial capaz de corresponder às necessidades dos tempos modernos.  
Esta metodologia, reforçada através da contribuição da Cibernética e da Teoria da Informação, enfatiza o equilíbrio dos sistemas,entre os quais o do corpo humano, enquanto ampliada pelo concurso da Ecologia, extrapola o âmbito do sistema, para abranger, também, oambiente (sistema ambiental), em que o sistemaem causa está inserido.
Ao longo do processo VIDA, o estado deequilíbrio, a homeostasia, a saúde, seria uma condição natural do ser humano, enquanto que o fenômeno doença representaria, simplesmente,  intercorrências, em determinados instantes da sua trajetória vital.
O evento patológico corresponde à resultante dos efeitos, concomitantes, de potencialidades genéticas e de inadequadas relações ser humano com o ambiente,que podem ser traduzidas por impróprias relações de intercâmbio de matéria, energia e informações entre o sistema humano e o ambiente em que vive.
            Atualmente, as condições ambientais se deterioram progressivamente, mercê das ações deletérias do homem sobre o ambiente, resultante, dentre outras causas, da voracidade econômica, provocando a destruição da natureza e minimizando, quase sempre, os dispêndios com medidas de sua conservação e com atividades de saneamento básico.
O saneamento básico representa o “primo pobre” das obras de infra-estrutura, por aparecer menos que as pontes, as  estradas e os hospitais, não têm merecido a necessária atenção dos administradores, apesar de seus enormes dividendos auferidos pela população, expressos por benéficos reflexos, principalmente, no âmbito da saúde pública.    
As referidas condições são potencializadas pela ausência ou insuficiência de outras providências profiláticas e de ações controladoras da poluição, provocando a degradação do ecossistema, condições agravadas por inadequada consciência ecológica,individual e coletiva.
Sistemismo preconiza uma visão ouabordagem sistêmica dos elementos constituintes da realidade, inclusive, do próprio homem (sistema humano).
Com fundamento nas idéias expostas, apresentamos três dentre osPrincípios do Sistemismo Ecológico Cibernéticoobjeto deste livro:

    1 - Princípio da Universalidade Ecológica


  A abordagem de quaisquer sistemas - físicos, biológicos, tecnológicos e antropossociais - deverá, necessariamente, abranger a focalização de seus metassistemas e do ambiente em que se acham inseridos, mormente as referentes às relações de trocas de matéria, energia e informações entre o sistema e seus subsistemas  e, de  ambos com o ambiente.

homem, ao transformar o ambiente, mudou, também, de maneira acentuada e drasticamente, o espectro nosológico.
No passado, as doenças dependiam, além dos fatores genéticos, predominantemente, de condições preexistentes na natureza (ambientes físico e biológico), que ainda condicionam variadas patologias, características das regiões subdesenvolvidas.
Presentemente, a etiologia das doenças está grandemente relacionada com fatores determinantes e condicionantes sociais (ambientes tecnológico e social), mais acentuadas nas áreas desenvolvidas, coexistindo, entretanto, ambas as condições, nas regiões em desenvolvimento.
Dos grandes flagelos que assolam, presentemente, a humanidade inteira, inclusive os habitantes dos países desenvolvidos, dois, antagônicos se destacam, pela amplitude e conseqüências: de um lado a desnutrição, a fome crônica e, de outro a “hipernutrição” (obesidade), - esta, correspondente, de um modo geral, a uma  desnutrição qualitativa -ambas, de caráter endêmico e planetário.
Na verdade, a fome e a obesidade constituem duas enormes pandemias que atingem quase a totalidade dos habitantes da Terra, excetuando, apenas, uma pequena faixa intermediária (“bord line”) da população, passível de ser considerada em estado de higidez
 Com relação à hostilidade do ambiente, o ser vivente pode se comportar de uma, ou mais, das seguintes maneiras:
·         Adapta-se ao ambiente;
·         Transforma o ambiente;
·         Muda de ambiente ou
·         Sucumbe.
A introdução da visão ecológica neste trabalho decorre da importância dos efeitos do ambiente sobre todos os seres vivos e, sobre a totalidade dossistemas nele contidos, mormente, os que envolvem ohomem e à sociedade.
A enfatização da ecologia não se faz em detrimento do ser humano, como ocorre com determinado ecologismo vigente, através do qual, alguns “ambientalistas”, ou seja, supostos ecologistas, privilegiam o ambiente, em detrimento do homem.
 “A nova consciência ecológica deve mudar a idéia de natureza, tanto nas ciências biológicas (para as quais a natureza não passava de selecionadora dos sistemas vivos e não era ecossistema integrador desses sistemas) quanto nas ciências humanas (em que a natureza era amorfa e desordenada). Outra coisa que deve mudar é a concepção da relação ecológica entre um ser vivo e o seu meio ambiente. Segundo o antigo biologismo o ser vivo evoluía no seio da natureza, limitando-se extrair dele energia e matéria, dele dependia unicamente no que se referia a alimentação e suas necessidades físicas. É a Schrödinger, um dos pioneiros da revolução biológica, que devemos a idéia capital de que o ser vivo não se alimenta só de energia, mas também de entropia negativa. (Schrödinger, 1945), isto é de organização complexa e informação. Esta proposição foi desenvolvida diversamente e pode-se afirmar que o ecossistema é co-organizador e co-programador do sistema vivo que se encontra integrado nele (Morin, 1972). Esta proposição apresenta uma conseqüência teórica muito importante: a relação ecossistêmica não é uma relação entre duas entidades estanques; trata-se de uma relação integrativa entre dois sistemas abertos em que cada um é parte do outro, constituindo um todo. 13
            Há uma interação entre os sistemas vivos e osistema ambiental, constituindo um todo em que ambos se afetam mutuamente, correspondendo a um processo integrativo, em que um é parte do outro, formando, na realidade, um novo sistema de maior amplitude, de natureza mista: o sistema vivo/ecossistema. 
“Enquanto a Ecologia modifica a idéia de natureza, a etologia modifica a idéia de animal. Até então, o comportamento animal parecia ora comandado por reações automáticas ou reflexos, ora por impulsos automáticos ou “instintos”, ao mesmo tempo cego e extralúcidos, cuja função era satisfazer as necessidades de proteção, de sobrevivência e de reprodução do organismo. Ora, as primeiras descobertas etológicas indicam que o comportamento animal é, ao mesmo tempo organizado e organizador. Primeiramente surgiram as idéias de organização e território. Os animais comunicam-se, isto é, exprimem de um modo que é recebido como uma mensagem e interpretam comportamentos específicos como mensagens (Sebeok,1968).14
A influência constante e permanente doambiente sobre o sistema humano e seu comportamento, pode ser expressa pelo acoplamento do Enfoque Sistêmico com a Visão Ecológica, como se verá no Princípio da Ecologia Sistêmica, o qual consta do capítulo  III.
A expressão vulgar: “o homem é produto do meio” tem seu fundamento, desde que se lhe acrescente o outro fator,  preponderante, o seu patrimônio genético.
Com apoio nesta assertiva, formulamos o:

- Princípio Genético-Ambiental 


                     O ser humano é, em cada instante de sua trajetória existencial, a resultante dos efeitos de dois componentes: um  genético, expresso pelo conteúdo informacional (instruções codificadas em linguagem cromossômica), equivalente a um projeto inscrito no seu genoma e, outro, correspondente ao impacto ambiental sobre patrimônio genético, produzindo conseqüências cumulativas, cuja historicidade, acrescida dos resultados instantâneos desses fatores, em cada momento considerado, extrapolando para abranger o seu vir-a-ser, tudo sintetizado como o somatório cumulativo das conseqüências das trocas de matéria, energia e informações entre o organismo e o ambiente, ocorrentes no decurso de todo o processo “vida”, incluindo as potencialidades, os projetos e o devir desses intercâmbios.

                           -  Corolários:

            - O ser humano é, em determinado instante de sua trajetória existencial a resultante dos efeitos conjuntos da sua programação genética, expressa em linguagem cromossômica e, da história, adicionada da ação instantânea das trocas de matéria, energia e informações intra-sistêmicas e, do organismo, em sua totalidade, com o ambiente, incluindo, também, o seudevir.
- O homem é, em cada instante considerado, o seu passado, seu presente instantâneo e o seu futuro.
- O presente, o passado e, o vir-a-ser do ser humano estão na dependência das informaçõesarmazenadas no seu código genético e dos efeitos cumulativos (históricos, instantâneos e futuros), decorrentes das ações de trocas de matéria, energia e informações entre o referido ser e o ambiente. 
            Este Princípio poderia, também, ser designado como Princípio Genético (Histórico-Instantâneo-Futuro)-Ambiental.
            Ao encerrarmos este capítulo, insistimos em reafirmar o grande poder de síntese da Teoria Geral dos Sistemas 13, o que se torna evidente, ao permitir relacionar tudo que existe no universo em, apenas, quatro linhas de sistemas:
 - um sistema físico que vai do átomo ao Universo físico;
             - um sistema biológico  - desde o vírus até ao homem;
            - um sistema tecnológico - iniciando com a flecha (ou qualquer outro instrumento, mais primitivo ainda, para chegar aos engenhos espaciais);
- um sistema antropossocial - a partir da família até a sociedade planetária
            Com base nesta síntese, conclui-se que, dentro de uma perspectiva sistêmica da Ecologia, consideramos o ambiente, (também um sistema) que envolve o sistema, objeto de estudo ou de qualquer outro, como sendo integrado por elementos de cada uma destas linhas de sistema.
Isto equivale a conceber o ambiente, em sua totalidade, integralidade e abrangência, como constituído por elementos representativos das quatro linhas de sistemas referidas (ambiente físico, biológico, tecnológico e antropossocial), o que corresponde ao enfoque sistêmico da Ecologia e, permite caracterizar, assim, uma Ecologia Sistêmica.
enfoque sistêmico (Sistemismo), referido no Capítulo anterior e, a visão ecológica, tratada neste Capítulo, serão focalizados, conjuntamente, a seguir, sob a designação de abordagem sistêmica ecológica ou Sistemismo Ecológico, correspondente ao primeiro e ao segundo degraus do processo de elaboração da metodologia sistêmica ecológica cibernética informacional, abreviadamente, Sistemismo Ecológico Cibernético.

Todos os direitos reservados aos autores
copyright Ó by Edson N. Paim e Rosalda C.N. Paim

Diagramação: Marcos A. de Oliveira
Técnico em Informática

Dados Internacionais de catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

                Paim, Edson N.
                Paim, Rosalda C. N.
Sistemismo Ecológico Cibernético /  Edson N. Paim,  Rosalda Paim
                               Técnica: Marcos Antônio de Oliveira  - Lambari (MG);
                               Cel Informática & Editoração Ltda., 2004. 342 p.

                1 - Sistemismo Ecológico Cibernético - Um Paradigma Holístico  

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012


Estátua de Brizola



Esta escultura em bronze de Leonel Brizola, feita pelo artista Otto Dumovich, o mesmo da estátua de Caymmi, no Rio, vai enfeitar o Largo da Legalidade, em Porto Alegre, em comemoração aos 50 anos da Cadeia da Legalidade.

Brizola foi um grande brasileiro. Merece.

Ancelmo Góis

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Princípio da Extrapolação do Ciclo Vital da Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética de Enfermagem,  de Rosalda Paim e, a indenização de feto pelo Estado, enquanto vítima de tortura
Um dos atributos indispensáveis de uma teoria é o seu caráter de previsibilidade.

Uma teoria deve, não só explicar os eventos passados e atuais, mas também, prever os futuros.

É o que ocorre com a Teoria Sistemica Ecológica Cibernética de Enfermagem, da Professora Doutora Rosalda Paim (UFF), a qual consta de Tese de Livre Docência, apresentada, defendida e aprovada em 1974, pela Pontíficia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), em 1974, em cujo bojo consta o Princípio de Extrapolação do Ciclo Vital, o qual prescreve a assistência de enfermagem ao feto e ao nascituro, cujo enunciado é o seguinte:


         Princípio da Extrapolação do Ciclo Vital  

A enfermagem assiste e cuida do ser humano desde a fase em que existe apenas potencial de vida (período preconcepcional), durante todo o curso do desenvolvimento fetal e do nascituro, no instante do nascimento, prossegue no decurso de toda a sua trajetória existencial no espaço/tempo, extrapolando, para abranger, inclusive, o pós-morte imediato. 


Corolários:

       
     A assistência de enfermagem é prestada:
     - aos futuros pais, na fase pré-concepcional, objetivando o advento de uma prole sadia.
     - à mãe e ao nascituro em qualquer fase do ciclo uterino.
     - à mãe e à criança, em caráter contínuo, no pré-parto.
     - à mãe e à criança, durante o ato do parto.
     - à criança (recém nata e, nas demais fases), ao adolescente, ao adulto e ao idoso.
     - ao paciente terminal, minimizando os traumas da pré-morte.
     - no instante da morte.
     - no pós-morte imediato.

     A assistência de enfermagem atinge o pós-morte imediato representada pelas primeiras ações sobre o cadáver e por trocas  de  informações com a família (comunidade).
     - O preparo e remoção do "corpo", da  enfermaria, constitui um  aspecto da tarefa de "Adequação do Ambiente", possibilitando que, através do olhar, o pessoal de saúde, os pacientes e os familiares possam tomar consciência de que o desequilíbrio do ambiente e das pessoas envolvidas, provocado pelo fenômeno morte, acha-se atenuado ao máximo nível permissível pelas circunstâncias.
     O "Princípio da Extrapolação do Ciclo Vital" possui interface com o "Princípio da Facilitação de Trocas" e com o "Princípio da Administração das Trocas", pois ainda após a morte, o corpo sem vida, enquanto não se desintegrar, continuará a trocar matéria e energia com o ambiente: perda de água, energia calorífica, cessão de matéria para desenvolvimento de microorganismos, eliminação de gases e outros eventos, até que todos os elementos constituintes do corpo humano sejam restituídos aos seus grandes reservatórios (o solo, à água e atmosfera), processando-se o eterno ciclo das diversas substâncias (Nitrogênio, Carbono, Oxigênio, Água, Minerais e outros).
     É para adequar o ambiente da enfermaria, o ambiente hospitalar, que o enfermeiro exerce ação sobre o "corpo", no pós-morte imediato, assim como o processo de sepultamento constitui, também, aspecto do processo de ação sobre o ambiente, a cargo de outras categorias profissionais. 

Com a anterioridade de mais de trinta anos, a Enfermeira Teorista Rosalda Paim, em sua abrangente Teoria Sistêmica Ecológica de Enfermagem, codificou a assistência e os cuidados  ao nascituro, preocupação corroborada pelo setor jurídico, ao preconizar a assistência jurídica ao feto, como consta de nossas postagens anteriores e da seguinte:


Estado indeniza segundo feto como vítima de tortura

11/02/2007 - 10h49
ITALO NOGUEIRA
da Folha de S.Paulo, no Rio

Mais um feto foi reconhecido como vítima de tortura durante a ditadura militar, desta vez no Rio. A comissão de Reparação do Estado entendeu que Lucas Pamplona Amorim, 31, foi violentado, em 1975, enquanto ainda estava na barriga de sua mãe, Vitória Pamplona. Ela estava no sétimo mês de gravidez quando foi submetida a tortura psicológica.

É o segundo caso em que um feto é reconhecido como vítima de tortura. A Comissão de Ex-Presos Políticos de São Paulo indenizou João Grabois por ter sido torturado junto com sua mãe, Criméia Grabois, em 1972.

A família de Lucas usou, entre outros documentos, a decisão do órgão paulista para comprovar os efeitos da tortura no feto. Ele será indenizado em R$ 20 mil.

Em 7 de setembro de 1975, Vitória Pamplona foi levada para o DOI-Codi, na Tijuca. Lá, foi obrigada a ouvir os gritos de seu então marido, o músico Geraldo Azevedo, enquanto ele era torturado. Vitória anexou ao processo a ficha médica do filho produzida por seu pediatra. Nela, o médico relata a infância de Lucas, com crises alérgicas e asmáticas. Dizia que nasceu com baixo peso: 2,3 kg.

Parecer do perito médico legal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Rio, Talvane de Moraes, é enfático: "É imperioso admitir que o senhor Lucas Pamplona Amorim (...) sofreu conseqüências neuropsíquicas do tipo estresse, que a ele se ele transmitiu diretamente pela circulação materno-fetal".

"Além disso, ele não foi amamentado direito. Tive uma brutal depressão pós-parto", contou Vitória. A afirmação vem embasada por parecer do médico Marcus Renato de Carvalho.

No primeiro julgamento, em agosto de 2006, o pedido de indenização foi negado. A procuradora do Estado Leonor Nunes de Paiva baseou a negativa em três argumentos, como o de que não haveria lei que amparasse os direitos de um feto em relação à tortura e o de que o caso de Grabois, em SP, seria diferente, pois nascera na prisão.

Vitória recorreu apontando o que seriam equívocos de Paiva, como o fato de Grabois ter nascido em Brasília --a indenização dada em SP, portanto, seria referente à tortura sofrida quando ele era um feto. Em 14 de dezembro --na mesma sessão em que o processo da ministra Dilma Rousseff foi deferido-- Lucas venceu por 5 a 2 votos. Hoje, ele é músico e mora em Londres.

A União e os Estados reconhecem sua responsabilidade pela tortura, morte e desaparecimento de opositores no regime militar. Na época, militantes da esquerda armada cometeram crimes de assalto, seqüestro e morte.
(Edson Nogueira Paim escreveui)

domingo, 20 de novembro de 2011


Uma década para reduzir acidentes de trânsito


Já em 2005, seis anos atrás, os números de mortes no trânsito assustavam o mundo. Na época, a estimativa em torno de 1,2 milhão de vítimas levou a ONU a criar uma data especial, desde então fixada para o terceiro domingo do mês de novembro: o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Trânsito.

Em março de 2010, a ONU avançou mais um pouco no sentido de reduzir os acidentes de trânsito em todo o mundo. Instituiu a Década de Ações para a Segurança Viária, de 2011 a 2020.

Nesse período, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deve definir um plano diretor para orientar os 192 países membros da ONU, ao mesmo tempo em que cada um desses países apresente suas metas para a redução de acidentes.

Essas iniciativas se prestam, de alguma maneira, para chamar a atenção de vários públicos – mídia, entidades e organizações não governamentais, além dos governos – para que mobilizem a sociedade a partir de seus núcleos de ação.

O esforço é louvável e, no caso do Brasil, necessário. Com o passar dos anos, as ocorrências fatais só fizeram aumentar. Nos últimos meses, acidentes provocados pela irresponsabilidade de motoristas embriagados ocorreram, com maior incidência, em muitas das principais cidades do País.

Em 2007, as notícias divulgavam perto de 35 mil vítimas por ano no País. Em 2010, calcula-se que o número de vítimas fatais foi de 40 mil. Isso, sem contar as que poderiam falecer dias após os acidentes, o que praticamente dobraria esse total.

SINAIS VERMELHOS
Segundo o Portal do Trânsito (www.portaldotransito.com.br), “uma pesquisa da Seguradora Líder, responsável pela administração do consórcio de seguradoras que operam no Seguro Obrigatório de Veículos Automotores (DPVAT), nos primeiros seis meses deste ano foram pagas 165.111 indenizações, o equivalente a 1.321 ao dia (útil). Em valores, os desembolsos alcançaram R$ 1,1 bilhão. Outro dado do levantamento indica que a grande maioria das pessoas vitimadas no trânsito ficou de alguma forma inválida: 65% do total”.

Mas, nem todas as medidas dependem do cidadão. Muitas vezes, ele é vítima da falta de infraestrutura e manutenção adequada de estradas e demais vias públicas. Nessa direção, a notícia de que só 9% da alta da arrecadação, ou seja, a cada R$ 100 a mais na receita, R$ 8,6 foram para escolas, hospitais e obras no período de 1995 a 2010 (Folha de S.Paulo, 31/10/2011), é alarmante.

A Lei Seca, que vinha obtendo bons resultados no desencorajamento ao consumo de bebidas alcoólicas, sofre revezes. Por uma daquelas brechas tão comuns na legislação brasileira, motoristas embriagados se recusam a fazer o teste do bafômetro e, assim, não podem ser incriminados. O endurecimento da lei passa por avaliação no Congresso. Nas ruas, o que se questiona é a falta de fiscalização para aplicá-la.

NECESSIDADE DE MOBILIZAÇÃO
A ONU faz recomendações. Entre elas, que se desenvolvam e implementem políticas e soluções de infraestrutura visando a proteger todos os usuários das vias, especialmente os mais vulneráveis; que se reforcem a aplicação e a conscientização da legislação de trânsito existente, e, sempre que necessário, que ela seja aprimorada, além da melhoria dos sistemas de registro de motorista e veículo por meio dos padrões internacionais.

Para que até 2020 não tenhamos uma década perdida, a sociedade também precisa se mobilizar. Não só através das manifestações em homenagem às vítimas de acidentes, mas também demandando atitude dos seus representantes no governo. Deles se esperam agilidade e consistência na aprovação de medidas que resolvam a “farra” no trânsito.

Quem dirige sabe que algumas precauções ajudam a evitar acidentes: manter o veículo em boas condições de uso; respeitar os limites de velocidade; usar cinto de segurança em todos os assentos, inclusive no banco detrás do carro; observar a sinalização; não falar ao celular enquanto dirige; não desviar a atenção para pegar objetos dentro do carro em movimento e, principalmente, não consumir bebida alcoólica. Vamos colocá-las em prática?


Lucila Cano
lcano@terra.com.br

sábado, 1 de outubro de 2011

Ecologia Médica: Medicamento à base de melatonina pode melhorar a qualidade de vida de portadores de demência

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http://www.ecologiamedica.net/2011/03/medicamento-base-de-melatonina-pode.html


Medicamento à base de melatonina pode melhorar a qualidade de vida de portadores de demência

Um novo estudo, conduzido por médicos da Escócia, quer descobrir se uma droga associada ao sono pode melhorar a qualidade de vida das pessoas com demência.

A informação foi publicada no site do jornal britânico "The Telegraph" nesta segunda-feira.

A empresa de pesquisa médica CPS Research, em Glasgow, está conduzindo um ensaio clínico utilizando um medicamento contendo melatonina, um hormônio que induz ao sono. Os pesquisadores esperam que a substância reduza sintomas associados à demência.

A equipe do projeto "Melatonin in Alzheimer's Disease", pioneiro no mundo, espera recrutar 50 pacientes para o estudo, durante um período de seis meses.  Qualquer paciente diagnosticado com Alzheimer, que esteja em tratamento, pode ser elegível para participar do estudo.

A causa mais comum de demência é a doença de Alzheimer, mas outras condições que afetam o cérebro também podem causar o problema.

Segundo Gordon Crawford, do CPS Research, "a demência é uma condição degenerativa, que afeta a vida de famílias e amigos dos pacientes. Ao reduzir os sintomas da doença, espera-se que tanto os pacientes quanto seus acompanhantes possam desfrutar de uma qualidade de vida melhor".

"Na nossa base para o projeto, investigamos uma versão de liberação lenta do composto natural melatonina. Nossos resultados sugerem que os participantes funcionavam melhor durante o dia - possivelmente por causa de um padrão de qualidade do sono melhor."

"A melatonina não é utilizada no tratamento da demência, mas é registrada na Europa e no Reino Unido para uso em pacientes idosos com dificuldades para dormir. Já foi provado que o hormônio é seguro e isento de efeitos colaterais. Estamos investigando se o uso como um tratamento adicional da demência pode transformar a vida dos pacientes e seus cuidadores."

"Com a ajuda de voluntários da Escócia, nosso objetivo é determinar se a adição de melatonina aos tratamentos atuais pode proporcionar um grande avanço no tratamento da demência."

Para Alan Wade, do CPS Research, "o que sabemos é que os pacientes com Alzheimer não produzem melatonina como pessoas saudáveis. O estudo vai descobrir como a adição de melatonina os afeta."

A droga utilizada no estudo é chamada Circadin.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/894980-hormonio-do-sono-pode-reduzir-sintomas-da-demencia-diz-estudo.shtml