domingo, 17 de janeiro de 2010

Freira conta como ocorreu o acidente com Zilda Arns

da Folha Online

A freira Rosângela Maria Altoé, 56, que assessorou Zilda Arns durante a viagem que a fundadora da Pastoral da Criança fez ao Haiti, conta com foram os momentos que antecederam a tragédia na última terça-feira (12). Zilda e 16 sacerdotes católicos que estavam em um prédio morreram, vítimas do terremoto que devastou o país.

"O chão onde eu estava cedeu, eu cai e fui escorregando com a laje que ia caindo. Consegui ficar de pé, a parede que estava na minha frente caiu, eu pulei por ela e nessa hora a parede que estava na frente também começou a cair", relembra a religiosa.

Assista a trecho da missa de corpo presente de Zilda Arns


sábado, 16 de janeiro de 2010

EUA enviarão 10 mil soldados para Haiti; Brasil critica controle americano do aeroporto

16/01/2010 - 07h33

da Folha de S. Paulo, em Washington (EUA)
da Folha Online

O presidente americano, Barack Obama, autorizou nesta sexta-feira o envio de entre 9.000 e 10 mil soldados americanos ao Haiti, após o devastador terremoto de magnitude 7 de terça-feira (12), que já matou 50 mil, incluindo 17 brasileiros. O ministro de Defesa, Nelson Jobim, criticou o controle americano "unilateral" sobre o aeroporto, que tem prejudica o pouso dos aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) com mantimentos e equipes brasileiras.

Na prática, o reforço nas tropas americanas pode dar a Washington o controle de fato das operações de resgate, auxílio e de segurança, apesar de o controle de direito ser das forças de paz da ONU (Organização das Nações Unidas), hoje com cerca de 7.000 soldados e comandadas militarmente pelo Brasil --que tem 1.266 militares no país, informa reportagem de Sérgio Dávila, da Folha de S. Paulo (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).
Alex Brandon15jan.2010/AP
Presidente Barack Obama anuncia envio de 10 mil soldados ao Haiti, mais do que as tropas comandadas pelo Brasil no país
Presidente Barack Obama anuncia envio de 10 mil soldados ao Haiti, mais do que as tropas comandadas pelo Brasil no país

Enquanto a tensão diplomática aumenta entra os EUA e o Brasil, a Nasa anunciou o ativamento nesta sexta-feira de satélites, instrumentos espaciais e outros recursos científicos para determinar a extensão dos estragos no Haiti e ajudar na assistência ao país caribenho, devastado por um terremoto na terça-feira (12).

As tropas americanas chegarão na próxima segunda-feira (18) para trabalhar na distribuição de medicamentos e na manutenção da ordem pública no país --uma tarefa que estava, até então, a cargo das tropas da ONU e sob o comando dos militares brasileiros.

O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos, almirante Mike Mullen, disse que o número de soldados americanos no Haiti pode aumentar ainda mais, dependendo das previsões de quanta assistência será necessária nos próximos dias.

Em entrevista coletiva no Pentágono, o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, disse que o objetivo inicial é distribuir os remédios o mais rápido possível "para que as pessoas, em seu desespero, recorram à violência".

Antes mesmo do reforço nas tropas, os EUA já levarão ao país caribenho mil soldados, vários navios da Guarda Costeira com helicópteros, o porta-aviões Carl Vinson, com 19 helicópteros, 51 leitos hospitalares, três centros cirúrgicos e capacidade de tornar potáveis centenas de milhares de litros de água por dia.

Há uma companhia já em solo lidando com segurança e distribuição e, até segunda-feira, chegam mais dois navios com helicópteros, uma força anfíbia com 2.200 fuzileiros e um navio-hospital, informa Dávila.

Obama X Gates

O presidente Obama voltou a citar o Brasil na sexta-feira, depois de elogio feito no dia anterior. "No aeroporto, a ajuda continua a chegar, não só dos EUA, mas do Brasil, México, Canadá, França, Colômbia e a República Dominicana, entre outros", disse. "Isso sublinha o ponto que discuti com o presidente na manhã de hoje [ontem]: o mundo todo está ao lado do governo e do povo do Haiti."
Gregory Bull/AP
Pessoas caminham perto de alguns dos edifícios destruídos pelo terremoto de terça-feira (12) em Porto Príncipe, capital do Haiti
Pessoas caminham perto de alguns dos edifícios destruídos pelo terremoto de terça-feira (12) em Porto Príncipe, capital do Haiti

Gates foi mais realista e disse que os EUA "claramente" podem fazer mais, "parte por nossa proximidade, parte por nossa capacidade, e o ponto-chave aqui será coordenar esse esforço".

Mas também adotou tom conciliador e destacou a presença "significativa" do Brasil na ajuda ao Haiti e afirmou que a situação da segurança é muito boa, exceto por alguns casos isolados em buscas por comida e água.

Indagado sobre se com tamanho contingente os EUA não seriam vistos como uma força de ocupação no país, o secretário da Defesa negou que haja essa percepção e disse que a reação dos haitianos será de alívio. "Não acho que seremos vistos assim, principalmente pelo papel que teremos em distribuir alimentos e água e ajuda médica às pessoas", disse, segundo reportagem da Folha.

FAB

Apesar do discurso, o fato é que alguns dos aviões da FAB que enviam mantimentos e equipes de resgate ao Haiti estão com dificuldades de pousar no aeroporto de Porto Príncipe devido ao aumento da restrição de pousos por parte dos americanos --que, desde quinta-feira (14), controlam o local.

O problema ocorre devido às condições precárias do aeroporto, que foi parcialmente danificado com o terremoto de terça-feira que devastou o Haiti. Os americanos --que receberam hoje do governo haitiano o controle temporário sobre o aeroporto-- estão restringindo as operações devido à falta de estrutura para desembarcar o material de ajuda e pela falta de combustível.

Um boletim de alerta da FAA (Administração Federal de Aviação americano, na sigla em inglês) na sexta-feira disse que apenas voos com autorização prévia estão sendo autorizados a pousar em Porto Príncipe, e que para os demais o espaço aéreo haitiano está fechado.

Das oito aeronaves da FAB que fariam transporte de mantimentos, equipes de resgate e autoridades, três pousaram em Porto Príncipe e já retornaram --o último deles trouxe militares brasileiros que sobreviveram ao terremoto. Outros cinco aviões estão à caminho, sendo que três estão em Santo Domingo (República Dominicana) porque não receberam autorização para pouso em Porto Príncipe e dois aguardam autorização em Boa Vista (RR).

A situação causou um pequeno problema diplomático entre Brasil e EUA. Além de dificultar o pouso dos aviões da FAB, os brasileiros reclamam que o controle americano impediu o acesso da Minustah (Missão de Paz da ONU no Haiti, liderada pelos brasileiros) ao local.

A reclamação foi o alvo de uma ligação do ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) à secretária de Estado americana, Hillary Clinton, na tarde de hoje. "Havia um pequeno mal entendido em relação à questão do aeroporto, a sequência dos aviões, o acesso da Minustah ao aeroporto. Ela [Hillary] prometeu que ia reforçar a instrução que já tem o comando militar deles de se coordenar com a Minustah", afirmou.

Ao desembarcar hoje no Brasil depois de uma visita de 24 horas ao Haiti, o ministro de Defesa, Nelson Jobim, também criticou o controle dos EUA sobre o aeroporto de Porto Príncipe. Jobim disse que a decisão foi "unilateral" dos norte-americanos, sem que outros países fossem consultados.

Amorim disse que a secretária de Estado dos EUA esclareceu que as forças americanas vão cumprir funções essencialmente humanitárias, sem interferir na segurança pública do país, já que isso é a função da Minustah. O ministro disse que Hillary reconheceu a liderança do Brasil na recuperação do Haiti, por isso se mostrou disposta a dialogar com as tropas dos EUA no país caribenho.

Com agências internacionais.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Terremoto mata Zilda Arns; fundadora da Pastoral da Criança cumpria agenda de palestras

Do UOL Notícias* Em São Paulo

Atualizada às 15h30

O terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti nesta terça-feira (12) matou Zilda Arns, 75, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, que integrava missão no país caribenho e cumpria agenda de palestras na América Central. O gabinete do senador Flávio Arns (PSDB-PR), sobrinho de Zilda, e a Pastoral da Criança confirmaram a informação ao UOL Notícias na manhã desta quarta-feira (13).

Além da morte de Zilda Arns, o Exército confirma morte de 11 brasileiros em terremoto no Haiti

Zilda Arns: uma vida dedicada ao próximo

  • Arquivo Folha Imagem

    Zilda Arns, 75, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, participava de missão humanitária e está entre as vítimas do terremoto de 7 graus que assolou o Haiti

Médica pediatra e sanitarista, Zilda Arns era fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, órgão de Ação Social da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). A Pastoral estima que cerca de 2 milhões de crianças e mais de 80 mil gestantes sejam acompanhadas todos os meses pela entidade em ações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania. Zilda Arns foi indicada por três vezes ao Prêmio Nobel da Paz.

A embaixatriz Roseana Teresa Aben-Athar, mulher do embaixador do Brasil no Hati, foi quem encontrou o corpo de Zilda Arns, soterrado entre escombros de um prédio onde funcionava um serviço de ajuda humanitária. Ontem, Arns teria deixado a embaixada em companhia de um militar e da assessora e ido até o prédio que desabou. Com o terromoto, uma laje do edifício caiu e atingiu a coordenadora da Pastoral da Criança. Ela não resistiu e morreu.

Em nota oficial divulgada na tarde desta quarta-feira (13), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que se sente "profundamente consternado" com as consequências do terremoto e lamenta a morte de Zilda.

O irmão da médica, o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo declarou em entrevista à Agência Estado, que a irmã "morreu de uma maneira muito bonita, morreu na causa que sempre acreditou".

A médica viajou no último final de semana para o Haiti para encontro missionário da entidade CIFOR.US e estava hospedada na sede episcopal. De acordo a assessoria de Zilda Arns, a coordenadora estava no Haiti para levar a metodologia de atendimento da Pastoral da Criança no combate à desnutrição.

"O presidente Lula está absolutamente chocado com essa tragédia e especificamente com a senhora Zilda Arns, uma pessoa de grande projeção no país, que estava lá fazendo uma obra de assistência humana muito importante, sempre trabalhando em coordenação conosco. A morte dela é uma grande tragédia para nós também. É uma pessoa extraordinária", disse o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, após uma reunião de emergência com o presidente Lula na manhã desta quarta.

O Brasil vai enviar cerca de US$ 10 milhões e 14 toneladas de alimentos ao Haiti. A Força Aérea Brasileira (FAB) disponibilizou hoje oito aviões com o objetivo de ajudar as vítimas do terremoto.

Estarão em um dos voos o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o embaixador brasileiro no Haiti Igor Kipman e o secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa. O senador Flávio Arns, sobrinho de Zilda, também segue em um dos voos. Embarcaram ainda representantes da defesa Civil e do Ministério da Saúde do Brasil.

"Vamos fazer um levantamento da situação e verificar in loco o que pode ser feito. Há um problema de acesso da pista [no aeroporto de Porto Príncipe]. Vamos esperar em Rio Branco [capital do Acre] a autorização para seguir viagem", afirmou Jobim.

A mulher de Igor Kipman, Roseana, se deslocou até o local onde estava Zilda Arns no momento em que foi atingida pelos destroços do terremoto.

Missão brasileira no Haiti
O Brasil tem 1.266 militares na Força de Paz da ONU, a Minustah, dos quais 250 são da engenharia do Exército.

O general Carlos Alberto Neiva Barcellos, chefe do setor de comunicação social do Exército, disse a jornalistas que há grande número de militares brasileiros desaparecidos após o terremoto.

O Brasil, que lidera as tropas de paz da ONU no Haiti, participa da Minustah com 1.266 militares. O contingente total da missão é de 9.065 pessoas, sendo 7.031 militares, segundo dados de novembro.

*Com informações de Keila Santana, do UOL Notícias em Brasília, da Agência Brasil e das agências internacionais

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Ooops! - Faustão perde um quarto do ibope em 7 anos

Nos últimos sete anos, o programa “Domingão do Faustão” perdeu cerca de 26% de seu ibope, ou um em cada quatro telespectadores.

O surgimento de novas mídias e atrações, bem como a tendência de as classes B, C e D rumarem à diversão fora de casa podem ser alguns motivos que fizeram um programa popular como o de Fausto Silva cair de 24,5 pontos de média no ano de 2002, para 18,1 pontos em 2009. Os dados são do Painel Nacional de Televisão (PNT).

Confira a coluna em texto.


domingo, 10 de janeiro de 2010

Resfriamento global para os próximos 20 anos (Vídeo)

Por Jovem Pan Online



O jornalista André Guilherme e a meteorologista Aline Ribeiro entrevistam o professor da Universidade Federal de Alagoas, Luiz Carlos Molion. Segundo o estudioso o clima não está aquecendo, ele afirma que próximos 20 anos serão de resfriamento do planeta. Confira! Para mais notícias acesse: www.jovempan.com.br


domingo, 3 de janeiro de 2010

Empresários investem em candidatos e depois cobram a contra-partida

Empresários ao piorizarem o "investimento" nos partidos e não em candidatos, exarcebarão as ditaduras partidárias, que beneficiarão desigualmente os candidatos

Carlos Ayres Britto, vê com preocupação o uso de caixa dois nas eleições e a dificuldade de identificar o "caminho de volta" do dinheiro das doações

Ministro Carlos Ayres Britto: a tendência dos empresários priorizarem doações ocultas torna difícil identificar o "caminho de volta" do dinheiro "doado".

Somente quando for instituído o financiamento público de campanha política os eleitos deixarão de ser autêticos "laranjas" do empresariado.

O atual modelo de financiamento de campanha torna meros "laranjas" dos empresários os detentores de mandatos, obtidos mediante esta prática elitista.

Os atuais parlamentares são responsáveis pelo modelo espúrio de financiamento de campanha política.

A doação oculta para campanha política torna uma farsa as eleições no Brasil

Leia o que publica a

Folha de S. Paulo


Manchete: Empresários vão priorizar doações ocultas na eleição

Dinheiro dado a partido impede identificação do candidato que o usou

Empresários devem piorizar as doações diretas aos partidos, e não aos candidatos, nas eleições deste ano.

Chamada de "doação oculta", ela impede a identificação do candidato que utilizou os recursos.

Além disso, protege as empresas, ao não vinculá-las publicamente a nenhum político.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Carlos Ayres Britto, vê a tendência com preocupação.

Segundo ele, com essa doação fica mais difícil identificar o "caminho de volta" do dinheiro.

Outra preocupação de Britto é o uso de caixa dois."

O presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, vê com preocupação a tendência dos empresários priorizarem doações ocultas na eleições

Somente quando for instituído o financiamento público de campanha política os eleitos deixarão de ser autêticos "laranjas" do empresariado

O atual modelo de financiamento de campanha torna meros "laranjas" dos empresários os detentores de mandatos, obtidos mediante esta prática elitista

Os atuais parlamentares são responsáveis pelo modelo espúrio de financiamento de campanha política.

A doação oculta para campanha política torna uma farsa as eleições no Brasil

Leia o que publica a

Folha de S. Paulo


Manchete: Empresários vão priorizar doações ocultas na eleição

Dinheiro dado a partido impede identificação do candidato que o usou

Empresários devem piorizar as doações diretas aos partidos, e não aos candidatos, nas eleições deste ano.

Chamada de "doação oculta", ela impede a identificação do candidato que utilizou os recursos.

Além disso, protege as empresas, ao não vinculá-las publicamente a nenhum político.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Carlos Ayres Britto, vê a tendência com preocupação.

Segundo ele, com essa doação fica mais difícil identificar o "caminho de volta" do dinheiro.

Outra preocupação de Britto é o uso de caixa dois."

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Itamaraty confirma estupro de brasileiras em onda de ataques no Suriname

O Itamaraty confirmou nesta terça-feira que brasileiras foram estupradas durante a onda de violência da semana passada contra estrangeiros na cidade de Albina, no Suriname. O ministro interino de Relações Exteriores, Antônio Patriota, afirmou que ocorreram os abusos sexuais e disse que um segundo avião da Força Aérea Brasileira chegará nesta quarta-feira a Paramaribo para buscar brasileiros feridos e outros interessados em deixar o país vizinho. Não há registro oficial de mortes, e o governo pede cautela na divulgação de que há desaparecidos.

Patriota, afastou a possibilidade de novos ataques contra brasileiros na região. Segundo ele, o governo surinamês intensificou a segurança e garantiu que o ataque na véspera de Natal foi um "ato isolado".
Ele informou que no avião enviado a Paramaribo estará uma funcionária da Secretaria Especial de Atenção à Mulher, para dar assistência às brasileiras vítimas de violência, e uma diplomata especializada em temas consulares.

O ataque a brasileiros e outros estrangeiros que vivem no Suriname deixou 25 feridos há seis dias depois que um brasileiro foi acusado de matar um surinamês. Segundo informações de testemunhas, quilombolas surinameses, chamados de "marrons", atacaram cerca de 200 brasileiros e chineses que viviam na região de Albina, a 150 km de Paramaribo, muitos deles ligados ao garimpo ilegal.

O ministro interino disse que 17 brasileiros que estão no Suriname demonstraram interesse em retornar ao Brasil no voo que sairá amanhã de Belém para buscá-los. O horário de partida da aeronave será definido até a manhã desta quarta-feira (30).
Na relação dos brasileiros que deixarão o Suriname estão os cinco feridos que ainda estão hospitalizados --inclusive um homem com risco de amputação de um dos braços em decorrência de cortes provocados por facão e outro que está com ferimentos graves na mandíbula.

O ministro confirmou ainda que de 10 a 20 mulheres --entre brasileiras e estrangeiras-- foram vítimas de estupro na noite do último dia 24.

O padre José Virgílio da Silva, que dirige a rádio Katólica e deu assistência aos brasileiros vítimas do ataque, afirmou que há pelo menos sete desaparecidos --inclusive brasileiros. De acordo com relatos de brasileiros que moram no Suriname, quilombolas surinameses teriam matado e jogado os corpos das vítimas nos rios e matas da região.

Patriota não desmentiu as informações, mas optou pela cautela. "Não estou afirmando que não haja desaparecidos. Estamos observando as informações com cautela. Até o momento, não houve comprovação [sobre os desaparecidos]".

Também nesta terça-feira, o Itamaraty divulgou uma nota sobe a dificuldade de definir que há desaparecidos na região.

"Em sua grande maioria, os brasileiros que vivem na região de Albina trabalham em garimpos no interior do Suriname e da Guiana Francesa e costumam passar semanas na floresta, incomunicáveis. Por esse motivo, é necessário aguardar antes de considerar 'desaparecido' qualquer desses cidadãos", diz o texto.

O ministro interino reiterou o que o embaixador do Brasil em Paramaribo, José Luiz Machado e Costa, havia dito mais cedo sobre o esforço do governo para documentar os cerca de 15 mil brasileiros que vivem no Suriname. Segundo Patriota, há cinco anúncios diários nas rádios locais chamando os brasileiros para fazer o cadastramento.

De acordo com as autoridades brasileiras, a maioria dos brasileiros que vive no Suriname é ilegal. Há informações de que, além da área de garimpo, eles também estejam envolvidos com prostituição e tráfico de drogas. Apesar disso, Patriota negou que haja resistências da população e do governo surinameses aos brasileiros.

"O que nos foi dito [pelas autoridades surinamesas] é que a comunidade brasileira é muito bem vista e que há uma predisposição positiva", afirmou Patriota. Segundo ele, há um conselho de cidadãos, formado por 16 brasileiros voluntários, que funciona de forma intensa no Suriname.

"Os brasileiros nunca tiveram problemas no Suriname. Sempre houve uma tolerância muito grande com os brasileiros. Quando a embaixada perguntava quem queria voltar, não havia demonstrações de interesse", dissera mais cedo o embaixador brasileiro no Suriname, que classificou os ataques de "atos de selvageria e de violência extrema".