colaboração para a Folha Online
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, acompanhará sua mulher, a cantora e ex-modelo Carla Bruni, em viagem a Nova York, onde ela participará de um show em homenagem a Nelson Mandela neste sábado.
O ex-presidente sul-africano, que fará 91 anos, não estará presente, mas Aretha Franklin, Stevie Wonder, Queen Latifa e Carla Bruni são alguns dos artistas que se apresentarão no palco do Radio City Music Hall.
O "Mandela Day" encerra uma semana de comemorações. A campanha de arrecadação de fundos organizada tem o nome de 46664, em referência ao número que usava Mandela durante os 27 anos que passou nas prisões da África do Sul.
Este será o primeiro show de Carla Bruni desde que ela se tornou a primeira-dama da França, em fevereiro de 2008.
A cantora havia dito que só recomeçaria a fazer shows quando seu marido não estivesse mais no poder, mas fez uma exceção para o "Mandela Day" devido a seu compromisso com a luta contra a Aids, explicaram os organizadores do evento.
Carla Bruni, cujo irmão morreu de Aids, é embaixadora do Fundo mundial de luta contra esta doença. O casal presidencial francês deve voltar a Paris logo depois do show.
ONU
Nesta sexta-feira, Sarkozy recebeu o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, no consulado francês de Nova York para um almoço. Ao chegar ao consulado, no centro de Manhattan, o presidente francês saudou a multidão e tirou fotos com turistas. A esposa do chefe de Estado não estava presente.
Os dois dirigentes almoçaram e conversaram sobre os grandes assuntos mundiais, como as principais crises regionais, as operações de paz em andamento, o aquecimento global e a ameaça nuclear da Coreia do Norte.
Mais cedo, o governo da França elogiou o fortalecimento das sanções da ONU a Pyongyang e pediu ao governo norte-coreano que se abstenha de "qualquer nova provocação" após o teste nuclear realizado em 25 de maio e os recentes disparos de mísseis.
Com France Presse
Sistemismo Ecológico ou abordagem sistêmica ecológica é a designação de uma perspectiva metodológica, elaborada por Edson Paim & Rosalda Paim, correspondente a uma dupla visão, formada pelo acoplamento da Teoria Geral dos Sistemas (Sistemismo) e da Ecologia, destinada a focalizar o sistema em estudo, simultaneamente com o respectivo ambiente, acrescida das relações entre ambos, expressas pelo intercâmbio de "matéria, energia e informações".
sexta-feira, 17 de julho de 2009
terça-feira, 14 de julho de 2009
Atenção e empatia do médico pode ser o melhor remédio contra gripes, diz estudo
14 de julho de 2009 (Bibliomed). O melhor remédio contra a gripe pode ser a empatia e a atenção do médico com o paciente, segundo estudo da Universidade de Wisconsin, nos EUA. De acordo com os autores, as pessoas se recuperam mais rápido quando acreditam que o médico demonstrou maior compaixão em relação a seu caso.
A pesquisa, publicada na revista especializada Family Medicine, envolveu 350 pessoas que tiveram um dos três encontros com médicos: completamente sem interação; um encontro padrão, com discussão do histórico médico e da presente doença; ou uma interação avançada, onde o médico perguntou mais questões e se mostrou mais preocupado com o paciente.
Analisando questionários respondidos pelos participantes sobre sua avaliação do atendimento, os especialistas observaram que os 84 que deram "pontuação perfeita" para o médico na pesquisa conseguiram se ver livres da gripe um dia antes dos pacientes que deram notas menores. A contagem das células imunológicas da secreção nasal dos pacientes confirmou os resultados, indicando que os que reportaram melhor atendimento desenvolveram imunidade contra a gripe dentro de 48 horas.
"Isso mostra que, se você perceber seu médico como empático, isso pode influenciar seu sistema imunológico e ajudar você a se recuperar melhor de gripes comuns", destaca o pesquisador David Rakel, líder do estudo. "Entre tudo que tem sido estudado – zinco, vitamina C, medicações anti-virais –, nada funciona melhor no combate à gripe do que ser gentil com as pessoas", disse.
De acordo com os pesquisadores, os resultados destacam a importância da relação dos pacientes com os profissionais de saúde da atenção primária, pois interações positivas podem encorajar os pacientes a depender menos de medicamentos sem prescrição médica. E os especialistas ressaltam que essa possibilidade deve ser abordada na formação de futuros médicos.
Fonte: University of Wisconsin School of Medicine and Public Health. 08 de julho de 2009.
Copyright © 2009 Bibliomed, Inc.
A pesquisa, publicada na revista especializada Family Medicine, envolveu 350 pessoas que tiveram um dos três encontros com médicos: completamente sem interação; um encontro padrão, com discussão do histórico médico e da presente doença; ou uma interação avançada, onde o médico perguntou mais questões e se mostrou mais preocupado com o paciente.
Analisando questionários respondidos pelos participantes sobre sua avaliação do atendimento, os especialistas observaram que os 84 que deram "pontuação perfeita" para o médico na pesquisa conseguiram se ver livres da gripe um dia antes dos pacientes que deram notas menores. A contagem das células imunológicas da secreção nasal dos pacientes confirmou os resultados, indicando que os que reportaram melhor atendimento desenvolveram imunidade contra a gripe dentro de 48 horas.
"Isso mostra que, se você perceber seu médico como empático, isso pode influenciar seu sistema imunológico e ajudar você a se recuperar melhor de gripes comuns", destaca o pesquisador David Rakel, líder do estudo. "Entre tudo que tem sido estudado – zinco, vitamina C, medicações anti-virais –, nada funciona melhor no combate à gripe do que ser gentil com as pessoas", disse.
De acordo com os pesquisadores, os resultados destacam a importância da relação dos pacientes com os profissionais de saúde da atenção primária, pois interações positivas podem encorajar os pacientes a depender menos de medicamentos sem prescrição médica. E os especialistas ressaltam que essa possibilidade deve ser abordada na formação de futuros médicos.
Fonte: University of Wisconsin School of Medicine and Public Health. 08 de julho de 2009.
Copyright © 2009 Bibliomed, Inc.
sábado, 11 de julho de 2009
Maracanã recebe Roberto Carlos em palco nobre

Operários montam estrutura para a apresentação, que terá sete telões no estádio
AUDREY FURLANETO
da Folha de S.Paulo, no Rio
Ele vai chegar às 16h no Maracanã, mas seu show está programado para 21h30 --e Roberto Carlos só vai cantar mesmo às 22h. O Rei, diz o maestro Eduardo Lages, anda "ansioso, muito cuidadoso e nervoso" com a apresentação no Maracanã, na noite deste sábado (11).
Fernando Donasci/Folha Imagem
Operários montam estrutura para a apresentação, que terá sete telões no estádio e transmissão ao vivo pela Globo
Operários montam estrutura para a apresentação, que terá sete telões no estádio
Não que o repertório seja novo. Roberto vai cantar as mesmas músicas da turnê que fez, nos últimos meses, pelo Norte e pelo Nordeste do país.
São 17 números, vários com pot-pourris, ou cerca de 25 músicas ao todo. Algumas, é fato, ele voltou a cantar só agora, depois de 30 anos, como "Quando", de 1967, e "Do Fundo do Meu Coração", de 1986.
No mais, será um mix dos 50 anos de carreira do cantor, da Jovem Guarda à fase religiosa. Os amigos Erasmo e Wanderléa serão os únicos convidados. Vão cantar "Sentado à Beira do Caminho" e "Ternura".
O Rei está ansioso, enfim, só por ser "muito exigente". "Ele está nervoso porque quer que saia tudo bem. Mas, por outro lado, está tranquilo, porque sabe que tem uma estrutura grande e que somos uma equipe entrosada", diz Lages.
A estrutura inclui 500 m2 de palco, com sete telões --três no palco, um deles com 200 m2, e quatro no gramado--, mais de 800 pontos de luz no estádio, 350 mil watts de som, 200 m de cortina de led (componentes de emissão de luz incrustados num tecido preto) e 50 m de "abertura de boca" do palco.
"É uma coisa monstruosa. Nem o palco da Madonna tinha essa abertura de palco", garante Genival Barros, chefe de som e de luz dos shows do Rei há 44 anos. Cerca de 6.000 pessoas trabalham na montagem do palco, coberto com uma estrutura acrílica que lembra a forma de uma concha acústica.
Vestindo terno Ricardo Almeida, o estilista do presidente Lula, o Rei deverá surgir no show de calhambeque. Testaria a performance anteontem e ontem para, enfim, decidir.
"Ele acompanha cada passo. Não significa que esteja sempre no Maracanã [três ensaios estavam previstos no estádio], olhando tudo de perto. Mas o Roberto sabe de tudo", diz Roberto Talma, que dirige os especiais de fim de ano do cantor na Globo e também o show no Maracanã.
Para a transmissão ao vivo da emissora, 16 câmeras e um helicóptero serão usados. Patrícia Poeta, apresentadora do "Fantástico", vai "ancorar" o show. Ela irá convidar pessoas da plateia para ir ao palco num karaokê, chamado de "esquenta" pela Globo, que pode ser usado na abertura do show na TV.
Até ontem, não se sabia o que seria feito durante os intervalos. "Talvez ele converse com a plateia", dizia Genival Barros. "Pensamos em cronometrar o intervalo para incluir uma música. Assim, no Maracanã, o público veria um show corrido", apostava o maestro Eduardo Lages. O Rei ainda vai decidir.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Senado vai demitir 2,4 mil funcionários
William Franco
AE/JP
O Senado vai cortar cerca de 2.400 funcionários entre comissionados e terceirizados. A medida faz parte do pacote de redução de 40% de pessoal terceirizado e que tem cargo em comissão no Senado - um total de seis mil pessoas - e será anunciada nesta quinta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Pela proposta de reestruturação da Casa, o número de diretorias cairá de 181 para nove. Na proposta inicial, apresentada há cerca de um mês pela FGV, as diretorias seriam em número de sete. Mas agora, na versão final, vão ficar nove.
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) se reuniu com técnicos da FGV e da Casa para discutir a reforma administrativa do Senado, depois de identificada uma série de irregularidades.
"Vamos cortar 2.400 pessoas o mais rápido possível, mas não será feito imediatamente. Isso será feito à medida em que os contratos de prestação de serviços forem sendo revistos", explicou o diretor da FGV, professor Bianor Cavalcanti, que dará coletiva amanhã, às 11 horas, detalhando a proposta de reestruturação do Senado.
Segundo o primeiro secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), as medidas de reestruturação da Casa serão implantadas daqui a 20 dias. Uma comissão formada por servidores do Senado apresentou hoje um relatório com propostas de modernização da Casa. Uma delas prevê a redução em R$ 292 mil mensais de gastos com cargos em comissão. A proposta original da FGV previa uma redução maior: R$ 340 mil por mês
AE/JP
O Senado vai cortar cerca de 2.400 funcionários entre comissionados e terceirizados. A medida faz parte do pacote de redução de 40% de pessoal terceirizado e que tem cargo em comissão no Senado - um total de seis mil pessoas - e será anunciada nesta quinta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Pela proposta de reestruturação da Casa, o número de diretorias cairá de 181 para nove. Na proposta inicial, apresentada há cerca de um mês pela FGV, as diretorias seriam em número de sete. Mas agora, na versão final, vão ficar nove.
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) se reuniu com técnicos da FGV e da Casa para discutir a reforma administrativa do Senado, depois de identificada uma série de irregularidades.
"Vamos cortar 2.400 pessoas o mais rápido possível, mas não será feito imediatamente. Isso será feito à medida em que os contratos de prestação de serviços forem sendo revistos", explicou o diretor da FGV, professor Bianor Cavalcanti, que dará coletiva amanhã, às 11 horas, detalhando a proposta de reestruturação do Senado.
Segundo o primeiro secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), as medidas de reestruturação da Casa serão implantadas daqui a 20 dias. Uma comissão formada por servidores do Senado apresentou hoje um relatório com propostas de modernização da Casa. Uma delas prevê a redução em R$ 292 mil mensais de gastos com cargos em comissão. A proposta original da FGV previa uma redução maior: R$ 340 mil por mês
domingo, 5 de julho de 2009
Celular com TV vira "hit" na baixa renda
ELVIRA LOBATO
da Folha de S.Paulo, no Rio
NATÁLIA PAIVA
colaboração para a Folha de S.Paulo
Apareceram novas siglas no vocabulário de faxineiros, motoboys, porteiros e auxiliares de escritório que habitam as grandes cidades. São os "mpx" (mp7, mp8, mp9, mp10): telefones celulares contrabandeados da China, que captam a programação da televisão aberta em sinal analógico.
Contrabandeados supostamente via Uruguai ou Paraguai e com preços a partir de R$ 260, esses aparelhos estão se disseminando, para surpresa dos radiodifusores e das indústrias eletrônicas, que previram que a mobilidade da televisão aberta viria com a TV digital.
Eles se tornaram febre de consumo entre profissionais de baixa renda que moram a grandes distâncias do trabalho. ""A TV ameniza o estresse da viagem", afirmou o faxineiro Roberto Naves, 32. Morador de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ele passa quatro horas por dia em ônibus e trens.
A qualidade da imagem é inferior à oferecida pelos celulares com função de TV digital, mas melhor do que a dos televisores analógicos de tela grande. Segundo fonte consultada pela Folha, 100 mil celulares com função de TV analógica foram vendidos, na cidade de São Paulo, nos meses de novembro e dezembro de 2008.
Na capital paulista e no Rio de Janeiro, a reportagem constatou a procura por esses produtos nos shoppings populares de informática e nos camelódromos. Segundo os vendedores, eles já lideram a venda de celulares, no comércio informal. Como entram no país sem pagar impostos, há modelos a partir de R$ 260. As embalagens não identificam o fabricante nem o país de origem. A marca mais presente é a "Vaic", imitação da Sony Vaio --linha de notebooks da Sony.
Tela sensível ao toque, câmera na frente e atrás, internet wireless e espaço para dois chips são alguns dos atributos dos aparelhos que são vendidos como "mpx". "Cada um põe o "mp" que quer", afirmou uma vendedora de uma galeria popular no centro de São Paulo. A confusão entre tecnologia -mp3 e mp4 são formatos de compressão de arquivos de áudio e de vídeo, respectivamente- e "evolução tecnológica" dá certo.
Quando o celular Nokia de R$ 1.200 do técnico judiciário Mauro Ramirez, 38, deu problemas e teve de ficar dias na assistência técnica, ele seguiu o conselho de um amigo e comprou, por 75% menos, um genérico "com mais recursos". Quatro meses depois, já estava à procura de um novo aparelho, "mais avançado" --o Nokia, já consertado, está "encostado".
Na "meca" brasileira do comércio popular de produtos de informática, é quase impossível encontrar celulares sem TV analógica. Em uma das galerias de Santa Ifigênia, o vendedor Luis Motoyama, 64, puxou a antena do celular "Vaic" e mostrou a tela com sinal meio falho ("lá fora é melhor"). Ele disse vender cerca de 400 aparelhos do tipo por mês, comprados por "jovens entre 15 e 30 anos". Ao menos a cada três meses novos modelos chegam. "Se a gente não vende [os antigos] logo, depois ninguém mais quer."
O serralheiro Antônio Ratão, 52, de Vilar dos Teles, zona norte do Rio, foi presenteado com um desses celulares, com design copiado do iPhone, de R$ 330. Ele usa o aparelho, sobretudo, para ver TV nos momentos de folga do trabalho. O mensageiro Ronaldo Marques, 36, de Paracambi, Baixada Fluminense, pagou R$ 260 por um menos vistoso. Ele disse que muitos passageiros dos trens veem TV durante as viagens.
Opção nacional
A aceitação do produto despertou o interesse de empresas em comercializar o celular, no Brasil, legalmente.
A primeira a se aventurar foi a EUTV, fundada por Yon Moreira, ex-presidente da Telefonica Empresas e ex-diretor da Brasil Telecom. No ano passado, ele obteve a homologação da Anatel para um modelo produzido pela chinesa E-Techco, que está à venda nas lojas e pela internet por R$ 599.
A diferença de preço para o produto contrabandeado, de cerca de 100%, deve-se, segundo ele, aos impostos e à melhor qualidade do material usado pelo fabricante na China. A Anatel também homologou um telefone com função de TV analógica fabricado pelo grupo estatal chinês ZTE, mas o aparelho ainda não chegou às lojas.
Moreira disse que foi "o primeiro atrasado" a perceber o potencial do mercado. Afirmou que, no Brasil, o hábito de ver TV no celular será criado a partir da população de baixa renda e que fabricantes do produto com sinal digital se beneficiarão disso no futuro.
da Folha de S.Paulo, no Rio
NATÁLIA PAIVA
colaboração para a Folha de S.Paulo
Apareceram novas siglas no vocabulário de faxineiros, motoboys, porteiros e auxiliares de escritório que habitam as grandes cidades. São os "mpx" (mp7, mp8, mp9, mp10): telefones celulares contrabandeados da China, que captam a programação da televisão aberta em sinal analógico.
Contrabandeados supostamente via Uruguai ou Paraguai e com preços a partir de R$ 260, esses aparelhos estão se disseminando, para surpresa dos radiodifusores e das indústrias eletrônicas, que previram que a mobilidade da televisão aberta viria com a TV digital.
Eles se tornaram febre de consumo entre profissionais de baixa renda que moram a grandes distâncias do trabalho. ""A TV ameniza o estresse da viagem", afirmou o faxineiro Roberto Naves, 32. Morador de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ele passa quatro horas por dia em ônibus e trens.
A qualidade da imagem é inferior à oferecida pelos celulares com função de TV digital, mas melhor do que a dos televisores analógicos de tela grande. Segundo fonte consultada pela Folha, 100 mil celulares com função de TV analógica foram vendidos, na cidade de São Paulo, nos meses de novembro e dezembro de 2008.
Na capital paulista e no Rio de Janeiro, a reportagem constatou a procura por esses produtos nos shoppings populares de informática e nos camelódromos. Segundo os vendedores, eles já lideram a venda de celulares, no comércio informal. Como entram no país sem pagar impostos, há modelos a partir de R$ 260. As embalagens não identificam o fabricante nem o país de origem. A marca mais presente é a "Vaic", imitação da Sony Vaio --linha de notebooks da Sony.
Tela sensível ao toque, câmera na frente e atrás, internet wireless e espaço para dois chips são alguns dos atributos dos aparelhos que são vendidos como "mpx". "Cada um põe o "mp" que quer", afirmou uma vendedora de uma galeria popular no centro de São Paulo. A confusão entre tecnologia -mp3 e mp4 são formatos de compressão de arquivos de áudio e de vídeo, respectivamente- e "evolução tecnológica" dá certo.
Quando o celular Nokia de R$ 1.200 do técnico judiciário Mauro Ramirez, 38, deu problemas e teve de ficar dias na assistência técnica, ele seguiu o conselho de um amigo e comprou, por 75% menos, um genérico "com mais recursos". Quatro meses depois, já estava à procura de um novo aparelho, "mais avançado" --o Nokia, já consertado, está "encostado".
Na "meca" brasileira do comércio popular de produtos de informática, é quase impossível encontrar celulares sem TV analógica. Em uma das galerias de Santa Ifigênia, o vendedor Luis Motoyama, 64, puxou a antena do celular "Vaic" e mostrou a tela com sinal meio falho ("lá fora é melhor"). Ele disse vender cerca de 400 aparelhos do tipo por mês, comprados por "jovens entre 15 e 30 anos". Ao menos a cada três meses novos modelos chegam. "Se a gente não vende [os antigos] logo, depois ninguém mais quer."
O serralheiro Antônio Ratão, 52, de Vilar dos Teles, zona norte do Rio, foi presenteado com um desses celulares, com design copiado do iPhone, de R$ 330. Ele usa o aparelho, sobretudo, para ver TV nos momentos de folga do trabalho. O mensageiro Ronaldo Marques, 36, de Paracambi, Baixada Fluminense, pagou R$ 260 por um menos vistoso. Ele disse que muitos passageiros dos trens veem TV durante as viagens.
Opção nacional
A aceitação do produto despertou o interesse de empresas em comercializar o celular, no Brasil, legalmente.
A primeira a se aventurar foi a EUTV, fundada por Yon Moreira, ex-presidente da Telefonica Empresas e ex-diretor da Brasil Telecom. No ano passado, ele obteve a homologação da Anatel para um modelo produzido pela chinesa E-Techco, que está à venda nas lojas e pela internet por R$ 599.
A diferença de preço para o produto contrabandeado, de cerca de 100%, deve-se, segundo ele, aos impostos e à melhor qualidade do material usado pelo fabricante na China. A Anatel também homologou um telefone com função de TV analógica fabricado pelo grupo estatal chinês ZTE, mas o aparelho ainda não chegou às lojas.
Moreira disse que foi "o primeiro atrasado" a perceber o potencial do mercado. Afirmou que, no Brasil, o hábito de ver TV no celular será criado a partir da população de baixa renda e que fabricantes do produto com sinal digital se beneficiarão disso no futuro.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Uso excessivo de remédios é a "peste bubônica" do nosso século, diz toxicologista
Do UOL Ciência e Saúde
Em São Paulo
Cerca de 6 milhões de casos de intoxicação são registrados no Brasil a cada ano, segundo estimativas da OMS, a Organização Mundial da Saúde. O uso incorreto de medicamentos é a causa mais comum, seguida dos acidentes com produtos de limpeza. Quem afirma é o médico Anthony Wong, pediatra e diretor do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo).
Wong é um dos especilistas que participaram do livro "Viva com mais Saúde", que acaba de ser lançado em comemoração ao aniversário de 75 anos da USP.
"É consenso mundial que uma das principais causas de doença é o uso excessivo de remédios ou de substâncias químicas; podemos dizer que essa é a 'peste bubônica' do nosso século", afirma o médico, em entrevista ao UOL Ciência e Saúde.
O toxicologista comentou a recente recomendação de um painel de especialistas da FDA (Food and Drug Administration), o órgão regulador de remédios nos EUA, para reduzir o limite máximo de ingestão diária de paracetamol (Tylenol é um dos produtos com a substância) de 4 gramas, para 2,6 ou 3 gramas.
Wong explica que o analgésico é muito associado a outros medicamentos, o que pode gerar problemas graves no fígado. "Se a pessoa tomar mais que três doses de bebida destilada, não deve consumir Tylenol", alerta. Segundo ele, está sendo questionado inclusive o uso do remédio nos casos de dengue, já que essa doença também pode afetar o fígado.
"Qualquer remédio pode causar algum tipo de problema, mesmo os isentos de prescrição, como os antigripais, especialmente em crianças e idosos", afirma.
O toxicologista também fala sobre os possíveis riscos de outros analgésicos, antiinflamatórios e remédios naturais (sim, eles também podem ser perigosos). Além disso, explica como as pessoas devem proceder em caso de ingestão acidental de produtos de limpeza, outra causa frequente de intoxicação.
Em São Paulo
Cerca de 6 milhões de casos de intoxicação são registrados no Brasil a cada ano, segundo estimativas da OMS, a Organização Mundial da Saúde. O uso incorreto de medicamentos é a causa mais comum, seguida dos acidentes com produtos de limpeza. Quem afirma é o médico Anthony Wong, pediatra e diretor do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo).
Wong é um dos especilistas que participaram do livro "Viva com mais Saúde", que acaba de ser lançado em comemoração ao aniversário de 75 anos da USP.
"É consenso mundial que uma das principais causas de doença é o uso excessivo de remédios ou de substâncias químicas; podemos dizer que essa é a 'peste bubônica' do nosso século", afirma o médico, em entrevista ao UOL Ciência e Saúde.
O toxicologista comentou a recente recomendação de um painel de especialistas da FDA (Food and Drug Administration), o órgão regulador de remédios nos EUA, para reduzir o limite máximo de ingestão diária de paracetamol (Tylenol é um dos produtos com a substância) de 4 gramas, para 2,6 ou 3 gramas.
Wong explica que o analgésico é muito associado a outros medicamentos, o que pode gerar problemas graves no fígado. "Se a pessoa tomar mais que três doses de bebida destilada, não deve consumir Tylenol", alerta. Segundo ele, está sendo questionado inclusive o uso do remédio nos casos de dengue, já que essa doença também pode afetar o fígado.
"Qualquer remédio pode causar algum tipo de problema, mesmo os isentos de prescrição, como os antigripais, especialmente em crianças e idosos", afirma.
O toxicologista também fala sobre os possíveis riscos de outros analgésicos, antiinflamatórios e remédios naturais (sim, eles também podem ser perigosos). Além disso, explica como as pessoas devem proceder em caso de ingestão acidental de produtos de limpeza, outra causa frequente de intoxicação.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Senador Arthur Virgílio, Líder tucano promete devolver ao Senado verba usada para bancar funcionário no exterior
Da Agência Brasil
O senador Arthur Virgílio Neto (AM), líder do PSDB, anunciou há pouco que vai devolver aos cofres do Senado os recursos pagos ao ex-funcionário de seu gabinete, Carlos Alberto de Andrade Nina Neto. O parlamentar reconheceu que autorizou o funcionário a fazer um curso no exterior recebendo o salário do Senado.
Líder do PSDB afirma que vai devolver dinheiro para o Senado
Ele apresentou requerimento à Mesa Diretora para que a administração faça os cálculos de quanto Carlos Alberto de Andrade recebeu do Senado enquanto esteve no exterior. "A minha esposa vai vender parte dos seus bens para quitar esta dívida", anunciou Arthur Virgílio na tribuna.
Outro requerimento do líder tucano é dirigido a comissão que investiga os atos de Agaciel Maia. Arthur Virgílio solicita a quebra do sigilo bancário do ex-diretor geral para que se apure se Agaciel Maia repassava recursos a servidores ou parlamentares. O próprio Arthur Virgílio recebeu ajuda do ex-diretor durante uma viagem particular que fez ao exterior. Hoje, ele voltou a tratar do assunto e reafirmou que não sabia que os recursos encaminhados a ele pelo assessor Carlos Romero Nina partiram de Agaciel Maia.
O senador acrescentou que a dívida, de cerca de 3.300 euros, segundo ele, foi ressarcida com a devolução do imposto de renda que recebeu da Receita Federal. De acordo com ele, um funcionário da agência do Banco do Brasil, no Senado, teria dito que o ex-diretor-geral repassava recursos a servidores e senadores com frequência.
UOL Celula
O senador Arthur Virgílio Neto (AM), líder do PSDB, anunciou há pouco que vai devolver aos cofres do Senado os recursos pagos ao ex-funcionário de seu gabinete, Carlos Alberto de Andrade Nina Neto. O parlamentar reconheceu que autorizou o funcionário a fazer um curso no exterior recebendo o salário do Senado.
Líder do PSDB afirma que vai devolver dinheiro para o Senado
Ele apresentou requerimento à Mesa Diretora para que a administração faça os cálculos de quanto Carlos Alberto de Andrade recebeu do Senado enquanto esteve no exterior. "A minha esposa vai vender parte dos seus bens para quitar esta dívida", anunciou Arthur Virgílio na tribuna.
Outro requerimento do líder tucano é dirigido a comissão que investiga os atos de Agaciel Maia. Arthur Virgílio solicita a quebra do sigilo bancário do ex-diretor geral para que se apure se Agaciel Maia repassava recursos a servidores ou parlamentares. O próprio Arthur Virgílio recebeu ajuda do ex-diretor durante uma viagem particular que fez ao exterior. Hoje, ele voltou a tratar do assunto e reafirmou que não sabia que os recursos encaminhados a ele pelo assessor Carlos Romero Nina partiram de Agaciel Maia.
O senador acrescentou que a dívida, de cerca de 3.300 euros, segundo ele, foi ressarcida com a devolução do imposto de renda que recebeu da Receita Federal. De acordo com ele, um funcionário da agência do Banco do Brasil, no Senado, teria dito que o ex-diretor-geral repassava recursos a servidores e senadores com frequência.
UOL Celula
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